Djokovic emocionado: «Esta vitória foi como uma final para mim»

Por Nuno Chaves - July 8, 2026
Foto: EPA

Novak Djokovic voltou a provar que continua a ser um dos maiores competidores da história do ténis. O sérvio, de 39 anos, derrotou Félix Auger-Aliassime num duelo memorável, resolvido apenas ao fim de mais de cinco horas de jogo, garantindo a qualificação para as meias-finais de Wimbledon.

Após o encontro, Djokovic destacou a qualidade do canadiano, reconheceu o enorme desgaste físico e emocional da partida e admitiu que este foi um dos melhores encontros que disputou no All England Club. E, claro, também olhou para o duelo com Jannik Sinner.

UM ENCONTRO PARA RECORDAR

É emocionante fazer parte de um jogo tão épico, que durou mais de cinco horas. Sinceramente, foi um dos melhores encontros em que participei em Wimbledon. Não me lembro de ter jogado outro tão longo aqui. Talvez a final frente ao Roger, em 2019, se aproxime em termos de duração. Foi um encontro tremendamente equilibrado. Qualquer um podia ter vencido. O Félix jogou a um nível altíssimo. Só baixou um pouco no super tie-break e aí aproveitei todas as oportunidades que tive. Aguentei, escolhi as pancadas certas e isso foi suficiente. O público entregou-se completamente ao jogo, sobretudo na última meia hora, e percebeu o quão especial era aquele momento, lutando também contra o toque de recolher. Estou muito orgulhoso por ter saído vencedor.

SURPREENDIDO POR ESTE NÍVEL AOS 39 ANOS?

Sim e não. Nesta idade, continuar a ser capaz de lutar com jogadores 15 anos mais novos do que eu e vencê-los em jogos tão equilibrados é uma agradável surpresa. Mas, ao mesmo tempo, tenho sempre as expectativas mais elevadas em relação a mim próprio. Sou muito autocrítico e muito exigente, embora também tente desfrutar de momentos como este. Não sei o que o amanhã trará. Continuo em prova e quero dar, pelo menos, mais um passo. Mas este jogo foi como uma final para mim. Dei absolutamente tudo. Acho que foi uma experiência apaixonante para nós, jogadores, para o público presente no estádio e também para todos aqueles que acompanharam o encontro pela televisão. Fico feliz por fazer parte de mais um jogo histórico.

DUELO COM SINNER

Agora é diferente da Austrália. Lá cheguei muito mais fresco, depois de vários meses de preparação e o jogo longo aconteceu nas meias-finais. Aqui foi nos quartos de final e agora tenho de defrontar o Sinner nas meias-finais. Ainda assim, continua a ser mais uma grande campanha minha num Grand Slam. É isso que mais conta. Continuo a tentar provar a mim próprio e também aos outros que sou capaz de competir com os melhores jogadores do mundo e vencê-los nos maiores palcos. Fi-lo na Austrália e voltei a consegui-lo aqui. Espero conseguir fazê-lo durante mais um par de jogos em Londres.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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