Aliassime: «Djokovic demonstrou que quando mais importa é melhor»

Por Nuno Chaves - July 8, 2026
Foto: EPA

Felix Auger-Aliassime realizou uma das melhores exibições da carreira mas, mesmo assim, não foi suficiente para derrubar Novak Djokovic, que triunfou após mais de cinco horas de encontro.

No final, o canadiano estava com uma natural desilusão, no entanto, mostrou-se orgulhoso por ter lutado até final contra o campeoníssimo sérvio.

BATALHA ÉPICA

Para resumir, foi uma luta incrível, uma batalha extraordinária contra uma lenda do nosso desporto. É o que é. Obviamente, custa muito. Aconteceu-me nos quartos de final em Paris e agora voltou a acontecer aqui. Já tive outras oportunidades ao longo da minha carreira em que encontros tão equilibrados também não caíram para o meu lado. Vou ter de perceber o que posso fazer para que, da próxima vez, o desfecho seja diferente. Para já, posso sentir-me orgulhoso pela forma como lutei e seguir em frente.

FATORES PARA A DERROTA

Tinha muita confiança. Não acho que esse tenha sido o problema. Depois de empatar o encontro a um set, perdi um pouco a concentração num jogo do terceiro parcial, depois de mais de duas horas e meia muito concentrado. No quarto set tive a sorte de recuperar, porque ele também teve uma pequena quebra e deu-me uma oportunidade. Mas, no fim, voltou a demonstrar que, quando mais importa, joga melhor. É mais sólido do que eu quando chegam os momentos decisivos.

O SEGREDO DE DJOKOVIC

Tem a ver com os estilos de jogo. O dele é mais consistente e sólido nos momentos de maior pressão do que o meu. O serviço dele é, provavelmente, um dos melhores do circuito. E, na resposta ao serviço, todos sabemos aquilo de que é capaz. Em cada segundo serviço obriga-nos a jogar mais uma bola e responde sempre com profundidade. Vemo-lo fazer isto há muitos anos, mas continua a ser impressionante que o consiga repetir vezes sem conta.

COMO VENCER DJOKOVIC?

Vi imensos jogos do Novak ao longo dos anos. Mesmo quando não estava no seu melhor nível, como naquela final frente ao Roger, aqui, em 2019, dá sempre a sensação de que, nos tie-breaks ou nos momentos importantes, serve bem ou obriga-nos a jogar mais uma bola. Mantém-nos numa posição em que não conseguimos atacá-lo, neutraliza o nosso jogo e espera pelo nosso erro. Eu sou, por natureza, um jogador mais ofensivo, mas vou ter de aprender quando devo atacar e quando devo ser um pouco mais sólido.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
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