Swiatek prevê dificuldades contra Eala: «Tem um jogo complexo e será ainda mais difícil na relva»
A campeã em título de Wimbledon Iga Swiatek não teve uma estreia propriamente feliz, apesar de iniciar a defesa do trono com o triunfo em três sets sobre Taylor Townsend, mas o encontro de 2.º ronda foi, na verdade, muito mais bem conseguido por parte da polaca, ao dominar de forma clara a finalista de 2021 Karolina Pliskova com os parciais de 6-1, 6-3.
Aliás, as declarações da própria em conferência de imprensa espelham isso mesmo. “Estou feliz com a minha exibição. Joguei de forma sólida, concentrada e consistente durante toda a partida, o que me deixa contente. Não consigo comparar as duas partidas porque, obviamente, as adversárias têm estilos de jogo diferentes. Acho que o ritmo hoje foi mais acelerado. A Taylor jogou de uma forma muito mais complexa, então foi mais difícil de me adaptar.”
Na jornada de sábado, a seis vezes campeã de torneios do Grand-Slam vai encarar a jovem sensação das Filipinas Alexandra Eala e esse confronto coloca em jogo a presença na segunda semana de Wimbledon, um feito que, a acontecer para o lado da jogadora menos credenciada, terá contornos épicos e ainda mais históricos, uma vez que, até então, Eala nunca tinha sequer chegado à terceira ronda de um Major.
Mas diga-se que a polaca está bem ciente do desafio que tem pela frente. “Não sei muito sobre o jogo dela na relva. Obviamente, posso observar um pouco. Sei como ela joga porque já nos enfrentamos antes. Ela tem um jogo complexo. Imagino que será ainda mais difícil na relva por causa da superfície. Certamente usará os seus pontos fortes, a mudança de ritmo e tudo mais. Vou me preparar e estar pronta. Será um bom desafio para mim. Terei que estar preparada para diferentes tipos de golpes.”
Swiatek falou ainda sobre a evolução do jogo na relva ao longo da última década, destacando que: “A superfície mudou. O ressalto da bola já não é o mesmo que era há 10 anos. Acho que agora há mais espaço para os jogadores de topspin serem sólidos e terem trocas de bola mais longas. Obviamente, não me importo com isso. Sinto que o equilíbrio depende basicamente das minhas decisões, e não da superfície em si ou das condições.”
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