Conchita rendida a Andreeva: «O céu é o limite»
O título de Mirra Andreeva em Roland Garros é o confirmar de todo um talento que é gerido por Conchita Martínez já há cerca de dois anos.
A treinadora espanhola tem sido peça fundamental para o desenvolvimento da jovem de 19 anos e, aos jornalistas, expressou todo o seu orgulho por ver o trabalho recompensado.
RADIANTE COM O TROFÉU
Estou muito orgulhosa, sinceramente, não o consigo esconder. Foi um caminho muito longo, com muitos altos e baixos. Ela tem 19 anos, está a aprender e a ganhar experiência. Mas neste Roland Garros esteve super concentrada, muito ativa e sempre a manter a compostura. Estou muito orgulhosa do trabalho que fez. Esteve recetiva a ouvir e a fazer tudo o que era necessário para conquistar um Grand Slam. Não podia estar mais orgulhosa.
VENCE FINAL COMO TREINADORA DEPOIS DE PERDER UMA COMO JOGADORA
Sim, foi uma final muito difícil de perder enquanto jogadora, mas isto é uma sensação incrível. Claro que teria gostado de vencer Roland Garros como tenista, mas quando olhas para trás e vês tudo o que conseguiste, também me sinto muito feliz com a minha carreira. Ter agora uma carreira tão bonita como treinadora e ver a Mirra ganhar aqui é muito especial. A Garbiñe estava lá, abraçámo-nos, foi com ela que conquistei o meu primeiro Grand Slam. É muito emocionante. Adoro este trabalho, adoro o ténis, é a minha paixão.
MUDANÇAS EM ANDREEVA
Sabia que algumas coisas tinham de mudar para que ela pudesse ganhar grandes títulos. Sim, por vezes tive dúvidas, porque, se não mudarmos certas coisas, acabamos por dificultar o nosso próprio caminho. É preciso agradecer-lhe por estar aberta à mudança e por trabalhar arduamente. Quando faz esse trabalho, todo o seu potencial surge de forma natural. É uma grande jogadora. Esse é o caminho. Tenho a certeza de que ainda haverá altos e baixos. O importante é que continue a aprender e a evoluir, porque ainda tem margem de progressão em todos os aspetos. Estou muito entusiasmada com o futuro.
GESTÃO NUM GRAND SLAM
Foi um processo de trabalho ao longo de todo o torneio. Teve muitos altos e baixos, mas continuou a fazer o seu trabalho durante os jogos e conseguiu manter a compostura. No início há sempre mais nervosismo e as emoções vêm ao de cima, mas fico muito satisfeita por ela ter conseguido mantê-las sob controlo. Trabalhou, trabalhou e trabalhou. Tem ferramentas para gerir estas situações e foi capaz de as utilizar. Não é fácil manter este nível durante catorze dias num Grand Slam.
“O CÉU É O LIMITE”
Às vezes não é fácil trabalhar com ela, não vou mentir. Fora do campo é uma rapariga fantástica, mas nos treinos, por vezes, pode ser difícil. Há dias em que não está recetiva a ouvir. Isso complica as coisas, porque quando trabalha arduamente, ouve e faz tudo o que tem de fazer, não tem limites. O céu é o limite. Para mim, tudo faz parte de um processo. Trabalho com ela há pouco mais de dois anos. Fico feliz por esta conquista de um Grand Slam lhe dar confiança, mas ainda tem muitas coisas a melhorar. Temos de manter a humildade e continuar a trabalhar. Nada vai ser fácil.
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