Borges: «Pelo menos o segundo set poderia ter vencido»

Por José Morgado - May 29, 2026
Borges

Nuno Borges admitiu esta sexta-feira alguma tristeza depois de perder na terceira ronda de Roland Garros diante de Andrey Rublev, número 13 do Mundo. O maiato despede-se ainda assim de Paris com mais uma boa prestação em Majors.

ENCONTRO MUITO EQUILIBRADO

A diferença esteve num ou noutro break point em que não defini tão bem. Pelo menos o segundo set acho que deveria ter ganho. Ele jogou de forma inacreditável nos dois tie-breaks. Penso que no primeiro set ele mereceu por completo, mas nos outros dois podia ter caído para o meu lado.

CINCO DERROTAS CONTRA RUBLEV

O Andrey é um match up complicado para mim, pela maneira como entra com a direita na minha esquerda. Sinto que consegui estar mais disponível ao longo do encontro, mas ele tem picos em que é melhor do que eu e faz a diferença aí. Estou mais cansado do que frustrado.

ROLAND GARROS IMPREPARADO PARA O CALOR

Eu não acho que este calor tenha sido assim tão loucura. Estamos quase em junho. Há um ano quando joguei estava muito calor aqui. Não é desculpa nenhuma um Grand Slam estar mal preparado para um dia de calor. Pressionámos através do ATP para mais ventoinhas e toalhas com gelo. As arcas de gelo não acompanham o calor, a água nos courts parecia chá. Este torneio tem 100 anos. Com os lucros que têm, merecemos um bocadinho mais de atenção. É peculiar porque não acontece todos os anos, mas faça chuva ou sol eles deviam dar-nos condições. Aqui não há sequer TV changeover. Jogamos há melhor de cinco sets e temos menos tempo nas trocas de campo. É estranho jogar com regras diferentes no circuito e nos Grand Slams.

TERCEIRA RONDA COMO EM 2026

Saio daqui com os mesmos 100 pontos mas do que me lembro em 2025 saí daqui menos satisfeito com o meu nível. Mas a minha exigência também tem aumentado.

PRONTO PARA A RELVA

Ainda não estou entusiasmado à relva, mas espero estar daqui a uns dias. Tenho uma semana para ver como estou fisicamente. Vou jogar ‘s-Hertogenbosch, Halle e Maiorca. Diferente do que fiz o ano passado (jogou Queen’s Club e Eastbourne).

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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