Puerta conta tudo sobre a separação feia de Davidovich: «Bloqueei-o no telemóvel logo…»

Por Pedro Gonçalo Pinto - May 29, 2026

A relação entre Alejandro Davidovich Fokina Mariano Puerta chegou ao fim de forma muito abrupta. O argentino deixou de orientar o espanhol em pleno Roland Garros, sendo que agora veio explicar tudo o que se passou desde antes de tomar a decisão até tudo ficar consumado.

“Alex é um jogador que, no court, é muito intenso, muito emocional e muitas vezes tem reações fora do lugar. Quem conhece já viu que não é fácil lidar com isto quando se repete constantemente, então depois de quase 20 semanas a viajar com ele, chegou um momento em que precisava de fazer um corte se não queria acabar doente”, começou por explicar ao site Punto de Break.

Depois chegou o problema. “No quarto ou quinto set da primeira ronda, aconteceu algo feio. Tentei dar-lhe força para não perder o foco. Ele virou-se para mim com uma cara que parecia que me ia assassinar e disse ‘não vês que estou cansado, que não me consigo mexer? Não me digas mais nada’. Disse de uma maneira que ainda sinto hoje”, acrescentou.

Perante isso, Puerta decidiu que não conseguia continuar. “Enquanto ele estava na bicicleta, eu estava no restaurante com o manager dele e disse-lhe que era o meu último dia, que me sentia mal e tinha taquicardias. Não sei se foi pelo sol, a pressão ou não sei, mas fiquei vazio. Fui para o hotel descansar. Três horas depois mandei uma mensagem ao Alex. Pelas 22h30, respondeu e disse para falarmos no dia seguinte. Pensei que estava aberto a refletir ou talvez propor que acabássemos o torneio e depois falávamos sobre a mensagem que lhe enviei. Achas que se no dia seguinte falássemos e ele pedisse para eu ficar, que eu não tinha ficado?”, apontou.

Ora, o dia seguinte foi ainda pior. “O problema é que essa conversa não chegou a acontecer. No dia seguinte, eu estava n hotel, tranquilo, às 10h30 da manhã. De repente, uma pessoa da equipa dele chamou-me. ‘O Alex mandou dizer para tratares do teu bilhete de avião, que o compres e pagues, podes ir para Miami’. Isto detonou tudo, fiquei congelado. Duas horas depois reagi, bloqueei-o no telemóvel logo e à mulher dele também, fiz as malas, check-out e até logo”, rematou.

Leia também:

 

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.