Kostyuk chora após vitória em Paris: «Um míssil destruiu um edifício a 100 metros da minha casa esta manhã»

Por José Morgado - May 24, 2026
Kostyuk

PARIS. FRANÇA. Marta Kostyuk garantiu a passagem à segunda ronda de Roland Garros, mas o resultado acabou por ficar em segundo plano após um emocionante discurso da tenista ucraniana, marcado pelos acontecimentos dramáticos vividos no seu país. Depois de derrotar Oksana Selekhmeteva, Kostyuk revelou que acordou com notícias devastadoras vindas da Ucrânia, onde um míssil atingiu um edifício muito perto da casa dos seus pais.

“Estou incrivelmente orgulhosa de mim própria hoje. Acho que foi um dos encontros mais difíceis da minha carreira. Esta manhã, a apenas 100 metros da casa dos meus pais, um míssil destruiu um edifício. Foi uma manhã muito difícil”, confessou.

A ucraniana admitiu que chegou ao encontro sem saber como conseguiria lidar emocionalmente com a situação. “Não sabia como este encontro iria correr para mim. Não sabia como iria reagir. Passei parte da manhã a chorar. Hoje não quero falar de mim. Estou muito feliz por estar na segunda ronda, mas todos os meus pensamentos e todo o meu coração estão com o povo da Ucrânia”, afirmou, antes de terminar com um emocionado “Slava Ukraini”.

Questionada sobre a importância de entrar em court num dia tão difícil, Kostyuk explicou que encontra inspiração na resiliência dos seus compatriotas. “Acho que é importante continuar. O meu maior exemplo é o povo ucraniano. Acordei hoje e vi todas aquelas pessoas que continuam a viver as suas vidas e a ajudar quem precisa. Sabia que haveria muitas bandeiras ucranianas aqui e muito apoio”, destacou.

“Os meus amigos da Ucrânia também vieram. Estou muito feliz por os ter aqui. Não há muito mais que possa dizer”, concluiu, visivelmente emocionada.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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