Sabalenka e o protesto: «Sou a número 1 do Mundo. Tenho de lutar por todos os jogadores»

Por José Morgado - May 22, 2026

PARIS. FRANÇA. Aryna Sabalenka assumiu esta sexta-feira um papel de destaque na contestação dos jogadores aos torneios do Grand Slam, defendendo uma distribuição mais justa das receitas e deixando claro que a hipótese de um boicote continua em cima da mesa. A número um mundial limitou a sua conferência de imprensa no Media Day de Roland Garros a cerca de 15 minutos, em linha com a ação concertada dos tenistas.

A bielorrussa explicou que a luta não é pelos jogadores mais mediáticos, mas sim pelos que enfrentam maiores dificuldades financeiras no circuito. “Tudo isto não é sobre mim. É sobre os jogadores que estão mais abaixo no ranking, aqueles que sofrem. Não é fácil viver no mundo do ténis com a percentagem de dinheiro que recebemos. Como número um do mundo, sinto que devo dar o exemplo e lutar por essas jogadoras e jogadores”, afirmou.

Questionada sobre a possibilidade de um boicote, Sabalenka não recuou. “Mantenho todas as palavras que disse. Tentámos fazer isto de uma forma respeitosa. Não é contra a imprensa. Estamos apenas a lutar por uma percentagem mais justa”, sublinhou.

No plano competitivo, a campeã de três torneios do Grand Slam garantiu chegar a Paris nas melhores condições físicas da temporada. “Fisicamente sofri um pouco no início da época de terra batida, mas agora sinto-me a 100 por cento. Fizemos uma excelente recuperação e sinto-me pronta para dar tudo”, assegurou.

Sabalenka destacou ainda a evolução do seu controlo emocional em campo. “As emoções estavam a destruir o meu ténis. O meu nível baixava muito quando reagia de forma exagerada. Foi uma das maiores melhorias da minha carreira e ajudou-me a subir o nível”, explicou.

Quanto aos objetivos para Roland Garros, não deixou margem para dúvidas. “Todas as jogadoras que estão aqui procuram a mesma coisa. Estou pronta para lutar e espero fazer ainda melhor do que no ano passado”, concluiu.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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