Ruud compara Sinner (e Alcaraz) ao Big Three e mostra-se resignado: «Pelo menos foi mais longo…»

Por Nuno Chaves - May 18, 2026
Foto: EPA

Casper Ruud tentou, até foi bastante competitivo, no entanto, não revelou argumentos para derrubar Jannik Sinner, que conquistou pela primeira vez na carreira o ATP 1000 de Roma.

Certo é que o norueguês, que vai regressar ao top 20 mundial, mostrou-se satisfeito com o seu nível e comparou o domínio do italiano e de Carlos Alcaraz ao Big Three.

AVALIAÇÃO POSITIVA

Em geral, foi um torneio muito bom. Ganhei alguns bons jogos contra bons jogadores e fiz um dos meus melhores encontros do ano. Estou muito satisfeito com as sensações que levo de Roma e com estas memórias. Espero conseguir continuar a melhorar na próxima semana e em Roland Garros. O meu objetivo é superar-me ainda mais e jogar o meu melhor ténis em Roland Garros.

NOTAS TIRADAS DO DUELO COM MEDVEDEV

Claro que vi o jogo do Jannik e do Daniil. Sobretudo na sexta-feira à noite, pareceu bastante duro fisicamente para ambos os jogadores, mas especialmente para o Jannik, que parecia estar com alguns problemas físicos. Tentei pensar que, quanto mais longo fosse o jogo, melhor seria para mim. Mas não se pode simplesmente decidir que o jogo vai ser longo contra o Jannik. Normalmente ele entra em campo e arrasa toda a gente numa hora. Hoje, pelo menos, foi um pouco mais longo.

Houve momentos com trocas de bola incríveis e muito intensas, mas hoje ele não parecia importar-se que fossem longas. O que se há de fazer? Só se pode concentrar até certo ponto no adversário. É melhor focarmo-nos em nós próprios, perceber o nosso jogo e jogar o melhor possível. Tinha isso presente. Entrei em campo a pensar que seria um jogo difícil e que o Jannik estaria em boa forma. Não baseei a minha estratégia no que vi na sexta-feira, não.

ALCARAZ E SINNER: MUNDO À PARTE

Sim, acho que eles estão claramente acima dos outros. Nunca joguei contra os “Big Three” no auge. Joguei contra eles ao longo das suas carreiras, mas já numa fase mais final. Nessa altura pareciam mais acessíveis. Tenho a certeza de que o Roger, o Novak ou o Rafa, aos 25 ou 26 anos, também sentiam isso em relação aos outros jogadores. Infelizmente, não me parece que o Sinner vá piorar (risos). Só temos de pensar que precisamos de melhorar cada vez mais, porque ele também vai continuar a evoluir.

DE VOLTA AO TOP 20 MUNDIAL

Como sabemos, o ranking sobe e desce. No fim de contas, é muito importante porque te dá uma melhor posição no quadro em função dos teus resultados. A posição nos torneios pode ser crucial. Estar em 13.º, 16.º ou 18.º não é assim tão importante. Mas, obviamente, estar entre os 10 ou os 8 melhores do mundo é o objetivo de todos, porque isso dá-te uma posição melhor e a possibilidade de jogar em Turim no final do ano. Já consegui isso várias vezes na minha carreira e é esse o meu objetivo em todas as épocas. Este resultado pode ser muito importante para a minha temporada e para o resto do ano.

Preciso de continuar concentrado. É uma sensação excelente ganhar mais de 600 pontos numa semana, especialmente depois de não ter conseguido defender o meu título em Madrid. Sinto que ainda posso melhorar. Não tive um bom Roland Garros no ano passado, por isso tenho algumas oportunidades importantes pela frente. Se conseguir manter o foco e a mentalidade certa, espero que os próximos meses sejam bons para mim em termos de ranking e que consiga continuar a subir posições.

A ajuda do esqui nos movimentos de Sinner

Sim, é uma das coisas que mais me impressiona nele enquanto jogador: a forma como se movimenta. Tem um excelente equilíbrio e flexibilidade para chegar a determinadas posições. Tem boa mobilidade de anca e sabe deslizar muito bem para ambos os lados. Dito isto, não acho que seja apenas por ter praticado esqui em criança. Obviamente, ter bom equilíbrio ajuda. Eu também pratiquei esqui, mas não me mexo tão bem como ele. Não acho necessariamente que ele se mova tão bem apenas porque esquiava quando era mais novo.

Olhemos para o Alcaraz: ele não praticava esqui e também se movimenta incrivelmente bem. Talvez ajude no equilíbrio. Acho que fazer muitas atividades em criança é positivo, seja esquiar, correr ou jogar golfe. Fazer coisas que nos mantenham ativos é ótimo. E, sinceramente, nunca vi o Jannik a esquiar ao vivo, apenas em vídeos. Seria divertido participar numa competição de esqui um dia destes (sorrindo).

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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