Sinner: «Não é realista pensar em vencer os 9 Masters 1000»

Por José Morgado - May 17, 2026
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Jannik Sinner entrou definitivamente para a história do ténis ao conquistar o Masters 1000 de Roma pela primeira vez na carreira. O italiano derrotou Casper Ruud na final disputada no Foro Itálico e tornou-se no primeiro jogador italiano desde Adriano Panatta, em 1976, a vencer o torneio da capital italiana. Com este triunfo, Sinner completou ainda o prestigiado “Golden Masters”, ao conquistar os nove torneios Masters 1000 do circuito ATP.

Depois do encontro, o número um mundial mostrou-se emocionado com o significado especial da vitória em casa, perante milhares de adeptos italianos e com a presença do Presidente da República, Sergio Mattarella. “Este torneio sempre foi muito especial para mim. Desde a primeira vez que joguei aqui senti emoções diferentes. Ganhar em Roma pelo menos uma vez na carreira significa imenso”, confessou.

Sinner admitiu também que entrou em court sob enorme pressão devido à possibilidade de alcançar um feito histórico. “Antes do jogo sabia exatamente aquilo que estava em causa. Houve muita tensão e momentos mentalmente difíceis, mas tentei manter-me calmo e focado”, explicou.

O italiano reconheceu ainda que a final esteve longe de ser perfeita em termos exibicionais. “As condições eram complicadas, com muito vento, sol e sombra. Durante algum tempo não consegui jogar o meu melhor ténis, mas depois comecei a sentir-me melhor”, afirmou.

Apesar de já ter alcançado um marco reservado a poucos jogadores na história da modalidade, Sinner garantiu que mantém os pés bem assentes na terra. “Não temos muito tempo para perceber realmente aquilo que estamos a conseguir. No ténis tudo muda muito depressa”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de vencer os nove Masters 1000 numa única temporada, o italiano foi pragmático.“Não é realista pensar nisso. É impossível manter este nível durante toda a época. O mais importante é continuar saudável fisicamente”, sublinhou.

A pensar já em Roland Garros, Sinner revelou qual será o plano para os próximos dias. “Agora preciso de descansar, estar com a minha família e desligar um pouco do ténis. A prioridade é recuperar”, concluiu.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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