McEnroe elogia Big 3 e lembra retirada de Borg: «Foi duro perder o meu maior rival»

Por José Morgado - Fevereiro 18, 2026

John McEnroe revisitou um dos momentos mais marcantes da sua carreira: a retirada precoce de Björn Borg, rival que ajudou a moldar uma das maiores rivalidades da história do ténis.

“Quando cheguei a número um coincidiu com a decisão dele de parar. Foi desgarrador, de certa forma”, admitiu o norte-americano, lembrando duelos emblemáticos em palcos como Wimbledon Championships. “Ter alguém assim do outro lado elevava-me constantemente.”

McEnroe reconhece que a saída de Borg afetou a sua motivação: “Senti que estava num território estranho. Continuei a ganhar, mas já não era a mesma sensação.”

O antigo campeão destacou ainda as diferenças de mentalidade entre ambos: “Ele dizia que só interessava ser número um; eu achava que ser número dois já era excelente. Eram formas diferentes de ver o jogo.”

Hoje, aponta novas rivalidades como essenciais para o circuito, citando Carlos Alcaraz e Jannik Sinner: “O ténis vive dessas batalhas. Foi isso que tive com o Borg — e marcou a minha carreira.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com