Jaime Faria exulta no Rio Open: «É a melhor vitória da minha carreira»

Por José Morgado - Fevereiro 18, 2026
Faria

RIO DE JANEIRO. BRASIL. Jaime Faria brilhou esta terça-feira para se qualificar para a segunda ronda do ATP 500 do Rio de Janeiro, de novo como lucky loser. O português de 22 anos eliminou o argentino Sebastian Baez, número 32 do Mundo e bicampeão em título, na maior surpresa da primeira ronda na Cidade Maravilhosa. No final, estava naturalmente orgulhoso.

EUFÓRICO COM VITÓRIA E EXIBIÇÃO 

Acho que é a melhor vitória da minha carreira. Consegui do início ao fim meter energia no encontro. Não sabia se ia aguentar porque o nível do Baez é altíssimo, mas senti desde o início que ele não estava confortável com o encontro. Defendia 500 pontos, eu nunca senti essa pressão mas deve ser complicado e sabia que tinha as minhas chances. Mostrei desde o início que estava ali para ganhar o jogo. Fui muito efetivo com o serviço, tentei comandar os pontos e neutralizar os pontos na resposta.

UM DUELO EM QUE TUDO CORREU BEM

As coisas correram bem. Foi um encontro muito bem conseguido. Ele não teve nos seus melhores dias e eu aproveitei isso. Sabemos que o nível está cada vez mais exigente. Eu sou 150 do Mundo e sinto que posso ganhar a estes jogadores. Fiz um encontro competente e saí com uma grande vitória.

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O ténis é muito selvagem. É importante estar aqui, trabalhar, acreditar ou eles comem-me vivos. Há que ter a humildade de trabalhar todos os jogos e acreditar que se pode sempre ganhar. Eu fiz muito bem isso hoje.

FÃ DO GOLDEN SWING 

Espero que esta temporada não mude de piso. Perderia a mística. É único. Não tenho muitos anos ATP mas sinto uma energia e emoção diferente de todas as pessoas nesta altura do ano. Estou a desfrutar, é muito lindo jogar cá, especialmente no Brasil. Falamos a mesma língua. É tudo muito bonito. Espero que não acabem com esta fase da época nem que mudem para rápido para terem de mantê-los. Os jogadores da América do Sul merecem os seus torneios e devem defendê-los.

CELEBRAÇÃO EFUSIVA

Foi uma vitória muito importante para mim. A maior da minha carreira e trabalho para esses momentos. A emoção de ganhar aqui é muito especial!

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com