Tsitsipas explica como um jantar com Djokovic ajudou a sua carreira

Por José Morgado - Fevereiro 17, 2026
Djokovic-Tsitsipas-australian open

Stefanos Tsitsipas continua empenhado em recuperar a melhor versão do seu ténis e acredita que uma recente conversa com Novak Djokovic pode marcar um ponto de viragem. O grego, que tem enfrentado dificuldades competitivas nos últimos meses, garante estar focado em evoluir física e mentalmente para voltar a discutir títulos ao mais alto nível.

O helénico, antigo top-3 mundial, reconhece que precisa de melhorar para competir com rivais como Carlos Alcaraz ou Jannik Sinner, assumindo que a componente mental tem pesado nos resultados. “Sinto que estou num processo de reconstrução. Fisicamente estou melhor, mas ainda procuro aquele extra de confiança e consistência”, explicou.

A oportunidade de conversar longamente com Djokovic surgiu após a instalação do sérvio em Atenas, cidade natal de Stefanos Tsitsipas. O grego não desperdiçou a ocasião e convidou o colega para um jantar privado que acabou por durar mais de duas horas.

“Obviamente convidei-o para jantar. Tivemos uma noite incrível, cheia de conversa. Tinha muita curiosidade e vontade de aprender com alguém que construiu uma carreira tão extraordinária”, contou Tsitsipas. Segundo o próprio, a troca de ideias foi profunda: “Falámos sobre saúde, preparação mental, rotinas e aprendizagens ao longo da carreira. Saí dali com lições muito valiosas.”

O tenista grego destacou ainda a dificuldade de criar laços num circuito extremamente competitivo. “Nem sempre é fácil partilhar momentos assim quando, no dia seguinte, estamos a competir uns contra os outros. Mas foi uma experiência muito enriquecedora.”

Tsitsipas acredita que essa partilha pode ajudar na fase atual: “Quero absorver tudo o que puder. O Novak é extremamente interessante para conversar e inspira-me a continuar a evoluir.”

Determinado a regressar à elite, concluiu: “Se mantiver este foco e aprender com quem já venceu tudo, acredito que posso voltar ao meu melhor nível.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com