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Munar radiante com nova fase: «Não sei onde estão os meus limites»
Jaume Munar está a ter uma grande semana e, esta quinta-feira, qualificou-se para os quartos de final do ATP 500 de Roterdão após alcançar uma vitória de alto nível frente a Karen Khachanov.
O espanhol continua a mostrar que está cada vez mais capaz de se bater contra os melhores de igual para igual, com a diferença de que isso agora não acontece só em terra batida mas também em piso rápido, algo que o próprio destacou como a grande causa para estar a passar para o próximo nível.
SATISFEITO COM EVOLUÇÃO
A realidade é que melhorei muito. E a realidade é que, no plano de trabalho que temos, tanto a minha equipa como eu, há muitas coisas que vamos melhorar. É verdade que já não serão mudanças tão significativas e, à partida, a olho de espectador, não se vai notar tanto. Mas eu acho que há coisas que posso melhorar, sobretudo em situações de jogo. Em ser um pouco mais corajoso em determinados momentos. Agora consigo ser muito corajoso, mas muitas vezes os inícios dos sets custam-me mais do que os finais. E isso é o que tenho de melhorar para subir mais um patamar. Também não acho que vá haver uma mudança brutal, apenas pequenas melhorias que tenho a certeza de que irão surgir.
QUANDO SENTIU QUE TINHA DE DAR O PASSO
Eu percebi isto no final de 2022 e em 2023, quando tive a sensação de que estava, entre aspas, consolidado num lugar onde não gostava de estar, que era entre o 70.º e o 80.º do ranking, acabava sempre por recair em alguns challengers no final do ano, etc. E isso já não me satisfazia, pelo simples facto de já o fazer há muitos anos. Tenho um enorme respeito por todos os que estão muito mais atrás no ranking, porque isto é muito difícil. Mas, para mim, pessoalmente, apetecia-me dar um passo mais além.
COMO PERCEBEU QUE ERA POSSÍVEL
Dar um passo mais além passava por vídeo, por veres a ti próprio a jogar e perceberes que não podias ser um jogador melhor se não jogasses melhor em piso rápido, se não tivesses armas para contrariar um pouco jogadores que, no fundo do campo, eram na altura superiores a ti. Foi relativamente fácil, mas também muito difícil, porque demorou muitos anos. Mas quando uma pessoa, por dentro, tem realmente claro que quer ser melhor, não lhe resta alternativa senão ser consequente e obrigar-se a melhorar. E foi isso que fiz, tanto eu como a minha equipa, que continua a puxar por mim.
PRONTO PARA TUDO EM 2026
Agora vejo-me a melhorar, não sei até quando. Neste momento, sinceramente, digo que não sei até onde vou chegar, porque não sei onde estarão os meus limites — que certamente vão aparecer. Mas a realidade é que a motivação continua. É um ano complicado para mim, porque tenho de provar a mim próprio que o que fiz no ano passado corresponde ao meu verdadeiro nível. Acho que comecei bem. A realidade é que estou muito motivado, mais focado em consolidar esse nível do que em subir mais um patamar. A paixão pelo jogo é enorme.
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