Alcaraz elogia Samu López e fala de Ferrero: «Precisávamos de mudanças»

Por José Morgado - Fevereiro 2, 2026
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Carlos Alcaraz voltou a abordar, com cautela e maturidade, a separação de Juan Carlos Ferrero, depois de se sagrar campeão do Open da Austrália. A rutura, anunciada poucas semanas antes do início do torneio, gerou enorme surpresa no mundo do ténis, mas o murciano optou por um discurso sereno, sem qualquer palavra negativa sobre aquele que foi o seu grande mentor.

A vida consiste em tomar caminhos e, depois de uma temporada que vai de janeiro a novembro, é preciso tomar decisões. Vimos que precisávamos de um mudança”, explicou Alcaraz, em entrevista ao El Mundo. O espanhol reconheceu que o processo não foi fácil e admitiu que sentiu o impacto da reação pública. “O tempo ajudou-me a perceber o poder das palavras e como elas podem influenciar o estado de espírito de uma pessoa, confessou, revelando que chegou a ter algumas dúvidas” após ler comentários negativos sobre a decisão.

Apesar disso, Alcaraz fez questão de sublinhar a sua fidelidade ao círculo mais próximo.A minha gente é quem me conhece verdadeiramente. Se tiverem de me dar uma ‘colleja’ para me manter com os pés no chão, vão fazê-lo, afirmou, destacando o papel da família e da equipa.

Sobre Ferrero, a postura foi clara: respeito absoluto e ausência de ressentimento. O desgaste acumulado de anos de trabalho conjunto surge como a principal explicação para o afastamento, mas o tenista evita entrar em detalhes. Não renego o passado, mas também não vivo preso a ele”, deixou implícito.

Alcaraz aproveitou ainda para elogiar Samuel López, atual treinador, sublinhando a tranquilidade e apoio que lhe transmite. Ainda assim, o legado de Juan Carlos Ferrero permanece intacto. A história entre ambos foi decisiva para o crescimento do campeão espanhol e, embora o tempo ainda não permita falar “com naturalidade e sem dor”, o respeito continua a ser total.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com