Alcaraz e a polémica contra Zverev: «Não achei que fossem cãibras…»

Por Pedro Gonçalo Pinto - Janeiro 30, 2026
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A polémica instalou-se no duelo entre Carlos Alcaraz Alexander Zverev quando o espanhol recebeu assistência médica numa altura em que depois se percebeu claramente que sofria com cãibras. Ora, o alemão queixou-se de que isso era proibido, enquanto o número um do Mundo explicou, após dar a volta ao encontro, o que se passou na sua visão.

“Apenas senti algo num músculo, o adutor da minha perna direita. Não achei que fossem cãibras, por isso chamei o fisio e pedi o medical timeout. Não tinha mais queixas, o resto do corpo estava bem, decente. Pouco depois de ser assistido, acho que por causa dos nervos e do stress de não saber exatamente o que tinha, comecei a sentir cãibras no corpo todo. Deram-me a assistência porque o que transmiti é que ao correr para a direita, tinha sentido uma pontada no adutor direito. Era verdade. Tenho de analisar o que aconteceu para não se voltar a repetir”, afirmou.

Sobre o encontro, Alcaraz mostrou-se radiante. “Foi um dos encontros mais exigentes da minha carreira a nível físico, mental e de ténis. Levámos os nossos corpos ao limite e o nível de jogo no quinto set foi realmente muito alto. Esta é uma das minhas grandes vitórias. Quando era mais jovem, houve alturas em que desisti de encontros, rendi-me e não lutei o que devia. Depois, percebia que odiava essa sensação e, por ter amadurecido, nunca mais vou voltar a sentir isso. Cada segundo de sofrimento no court vale a pena. Acreditei sempre que podia dar a volta, não ia desistir”, comentou.

O espanhol explicou ainda como foi evoluindo. “Comecei a ficar melhor no fim do quarto set, mas no início do quinto, o Sascha mostrou um nível impressionante. Os primeiros jogos que fez foram incríveis, mas nunca me vi morto. Sabia que tinha de continuar a lutar. Não aproveitar alguns break points trazia-me incerteza, mas também me fez ver que estava próximo e que se continuasse a lutar ia acabar por conseguir. É incrível ter conseguido”, rematou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt