Djokovic não desarma: «Sinner e Alcaraz são melhores do que eu mas vou lutar até ao fim e tentar derrotá-los»

Por Nuno Chaves - Janeiro 28, 2026
Foto: EPA

Novak Djokovic foi protegido pela sorte na hora de se qualificar para as meias-finais do Australian Open, depois de ter visto Lorenzo Musetti desistir quando vencia por 2-0 em sets.

O sérvio, em conferência de imprensa, admitiu que continua a manter confiança no seu jogo mas reconheceu que vai ter de subir o nível, caso queira ter uma palavra a dizer.

QUANDO SE APERCEBEU DOS PROBLEMAS DE MUSETTI

Sinceramente, a primeira vez que me pareceu vê-lo com limitações foi no início do terceiro set, mas falei com membros da sua equipa e garantem-me que a lesão aconteceu no segundo parcial. Não me pareceu que isso tivesse afetado o seu ténis, por isso suponho que tenha sido algo que foi piorando.

LIVRE DE LESÕES

Não tenho problemas físicos importantes para além de uma bolha num pé. Ainda não representa um obstáculo para me deslocar como quero em campo e jogar no máximo. O ténis é um desporto muito físico e o que aconteceu com o Lorenzo demonstra isso. Ele foi o melhor, esteve perto de ganhar, mas tudo mudou. Num desporto coletivo nunca teria acontecido algo como o de hoje e é por isso que o ténis é tão desafiante. Levamos o nosso corpo ao limite, conheço a sensação que o Musetti tem agora, porque já a senti várias vezes.

NÍVEL ABAIXO DO ESPERADO

O nível de jogo do Lorenzo hoje foi espetacular, não quero tirar-lhe mérito. Mas é evidente que o meu rendimento hoje foi inferior ao do resto do torneio. Sei que, se o meu corpo aguentar, terei sempre uma oportunidade, mas é claro que tenho de subir o meu nível. Tenho muita confiança e motivação, sei o que aí vem porque já estive nesta posição muitas vezes ao longo da minha carreira, mas também tenho claro que preciso de jogar melhor. Estou determinado a dar o melhor de mim.

FEDERER E NADAL: PARA SEMPRE OS ETERNOS RIVAIS

Os meus grandes rivais serão sempre o Roger e o Rafa, isso não vai mudar. Respeito muito o que o Jannik e o Carlos estão a fazer e o que farão nos próximos 10, 15 ou 20 anos. Só Deus sabe quantos Grand Slams irão ganhar. Isto é um ciclo natural do desporto e é ótimo para o ténis que estejam a construir esta rivalidade. Eu estou a criar a minha própria história e o meu objetivo é sempre dar-me a oportunidade de disputar a final nestes eventos. Os Grand Slams são a razão pela qual continuo a jogar. Neste momento, o Sinner e o Alcaraz são melhores do que eu, têm um nível e uma qualidade impressionante, mas não vou desistir. Vou lutar até ao fim e tentar derrotá-los.

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Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.