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Wawrinka emocionado: «Gosto demasiado de ténis para vir simplesmente dizer adeus»
Quem sabe nunca esquece e Stan Wawrinka é a prova disso mesmo depois de se ter qualificado para a segunda ronda do Australian Open, aos 40 anos, na última época da carreira.
O tenista suíço, antigo top 3 mundial, viu todo o seu esforço ser premiado e, no final, voltou a deixar juras de amor a uma modalidade que deu tudo ao longo de toda a vida.
ANO DE DESPEDIDA… MAS SEMPRE A DAR TUDO
Para mim, estava claro que jogar durante um ano inteiro numa digressão de despedida não é algo muito entusiasmante. No fim de contas, sou um competidor, sou apaixonado pelo que faço e tenho sempre vontade de ultrapassar os meus limites. Sempre foi assim ao longo de toda a minha carreira e, acima de tudo, gosto demasiado deste trabalho, gosto demasiado de ser jogador de ténis, gosto demasiado da competição para vir simplesmente dizer adeus.
TRABALHO A DAR FRUTOS
Treinei muito duro em novembro e dezembro para tentar manter o meu nível ao máximo. Estou muito satisfeito já com os cinco jogos que consegui disputar na United Cup, contra jogadores de topo e a apresentar um nível muito elevado, mesmo tendo ganho apenas um. Para mim, o mais importante era o nível. É claro que não é só bom conseguir ganhar um jogo aqui no início do ano, mas, sobretudo, sabendo que é a última vez que vou jogar aqui, é ainda mais importante conseguir ficar o máximo de tempo possível.
FÍSICO APÓS QUATRO SETS INTENSOS
Tenho trabalhado muito para me manter em forma, para me exigir ao máximo. Acho que também a semana na United Cup me ajudou bastante, porque joguei partidas com mais de três horas em dias consecutivos, além de passar muito tempo em campo, a um nível elevado. Isso deu-me muita confiança naquilo de que sou capaz. Mas, no fim de contas, continuo a ter 40 anos e nunca se sabe o que pode acontecer. Também não vale a pena pensar demasiado à frente, nem em quanto vai durar o jogo ou se vai ser a cinco sets ou não. É fazer o melhor possível com aquilo que se tem em cada momento. Hoje foi ótimo.
NERVOSO AOS 40 ANOS
Sim, quase durante todo o jogo (sorri). Estou sempre nervoso. Isso sempre foi algo positivo para mim. Significa que isto é realmente importante para mim. Significa que quero mesmo fazer bem. Estou a exigir-me ao máximo. É aí que tens de ser muito disciplinado contigo próprio, com a tua mente, com aquilo que tens de fazer durante o jogo. Acho que os jogos longos, a cinco sets, também me ajudam a relaxar, a estar um pouco mais concentrado, a mexer-me um pouco melhor. Hoje foi o caso. Acho que comecei a jogar melhor no segundo, terceiro e quarto set.
NÍVEL NÃO É O MESMO MAS VONTADE NÃO DESAPARECE
Quem me dera que se sentisse igual, com a mesma potência e tudo o resto (sorri). Não, não tento sentir o mesmo que há dez anos. Sempre fui honesto comigo próprio, sabendo onde estou, quais são as minhas capacidades, o que posso fazer, o que ainda posso alcançar e a forma como ainda posso jogar. Tento usar tudo isso em campo, em cada jogo. Sei que não sou tão bom como antes. Sei que, física e tecnicamente, não estou como antes. Isso é normal. Estou a envelhecer, mas continuo satisfeito com aquilo que faço, sempre a tentar ultrapassar os meus próprios limites, sempre a tentar ser melhor. Estou feliz por ter tido a oportunidade de ganhar um jogo de Grand Slam aqui.
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