Kostyuk ignora Sabalenka após a final de Brisbane: «Jogo com uma enorme dor no coração»

Por José Morgado - January 11, 2026

A final do WTA 500 de Brisbane, disputada este domingo, voltou a cruzar desporto de alto nível com um forte contexto político e social. Em campo, a número 1 mundial, Aryna Sabalenka, confirmou o seu estatuto ao vencer a ucraniana Marta Kostyuk por 6-4 e 6-3, conquistando o seu quinto triunfo frente à adversária sem perder qualquer set. Fora dele, repetiu-se um cenário que já se tornara familiar desde o início da guerra na Ucrânia.

Tal como aconteceu em Roland Garros 2023 e, mais recentemente, nos torneios de Madrid e Roma durante a temporada de terra batida de 2025, Kostyuk manteve a sua posição de protesto. A tenista ucraniana não cumprimentou Sabalenka à rede, como nunca faz com jogadoras russas ou bielorrussas desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

O distanciamento não se ficou pelo gesto habitual de cortesia no final do encontro. Kostyuk ignorou completamente Sabalenka durante os discursos protocolares e recusou-se a participar no tradicional momento fotográfico conjunto preparado pela organização do torneio, sublinhando a separação entre o resultado desportivo e a sua posição pessoal.

marta-kostyuk

No seu discurso em pista, a ucraniana aproveitou a visibilidade do evento para lembrar a situação dramática que o seu país continua a viver. “Jogo todos os dias com dor no coração. Há milhares de pessoas sem eletricidade e sem água quente”, afirmou. Kostyuk referiu ainda as temperaturas extremas na Ucrânia, que chegam aos -20 graus, contrastando com o calor de Brisbane. “A minha irmã está a dormir debaixo de três mantas porque a casa está gelada”, revelou, acrescentando que a família reside em Kiev.

Sabalenka, por seu lado, limitou-se ao plano desportivo, elogiando a adversária e celebrando mais um título. A final de Brisbane voltou assim a mostrar como, no ténis atual, o jogo nem sempre termina com o último ponto.

Sabalenka não dá chances a Kostyuk e reconquista Brisbane para abrir 2026

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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