Jogadores queixam-se de quarentena desigual e sentem-se enganados: «Nem tenho janelas»

Por Bola Amarela - Janeiro 16, 2021
cirstea

No Australian Open, a revolta está generalizada entre os jogadores e jogadoras que têm de ficar em isolamento durante 14 dias, após estarem nos voos em que se registaram casos positivos de Covid-19. Vários já deram voz a esse descontentamento, ainda que muitos tenham apagado depois essas publicações. Foi esse o caso de Paula Badosa, número 70 WTA, que estava no voo de Abu Dhabi para Melbourne.

A tenista espanhola acentua as queixas ao falar das condições em que tem de fazer o isolamento, criticando o quarto em que foi colocada. “Ao início, a regra era que quem estivesse no setor do avião com a pessoa positiva tinha de fazer quarentena. Não o avião inteiro. Não é justo mudar as regras no último momento. E ter de ficar no quarto sem janelas nem ar”, partilhou no Twitter, tendo apagado depois.

Sorana Cirstea e Belinda Bencic, duas das tenistas que vinham no voo com um caso de covid-19, denunciaram que aquilo que lhes foi prometido pela organização… não está a ser cumprido. “Eu teria ficado em casa se me dissessem que isto ia acontecer. Foi-nos dito que vínhamos em aviões com 20 por cento de capacidade e que nos voos contactaríamos somente com as nossas pessoas mais próximas. Teríamos de nos isolar caso algum de nós apanhasse o vírus…”

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Refira-se que a diferença de condições a comparar com os jogadores de topo que ficaram em Adelaide para preparar o Australian Open está a aumentar ainda mais essa revolta.