Vinte anos. Maria Sharapova mudou-se para os Estados Unidos há duas décadas e, mesmo tendo-se tornado como que na filha perfeita da América, a russa afirma que deixar de ser russa nunca foi sequer opção.

“Se quisesse mudar de nacionalidade já o teria feito, mas nunca foi a minha intenção. A cultura russa enriqueceu a minha vida, e a mentalidade e a tenacidade dos russos fazem parte de mim”, garantiu a mais bem paga atleta do mundo em entrevista à CNBC.

Nascida ainda no regime da ex-União Soviética, em Nyagan, a jogadora de 27 anos assegura que o seu vínculo à cultura russa continua bem presente e que foi determinante na sua formação enquanto pessoa e jogadora.

“Trata-se do ambiente familiar, da cultura, das experiências de vida. Quando olho pra trás, sei que fui moldada como pessoa por essas experiências. Não tanto pelo país em si, mas pelo povo, pela mentalidade e pela atitude de nunca desistir”.

Sharapova afirmou mesmo que a experiência vivida durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpico de Inverno de Sochi, em 2014, foi das mais marcantes da sua vida. “Foi uma honra, um dos melhores dias da minha carreira e da minha vida. A minha família toda estava a assistir. Percorrer o estádio com a tocha olímpica foi fantástico”, salientou.

A vencedora de cinco títulos do Grand Slam vive desde os sete anos em Bradenton, na Flórida.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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