Federer e os Backhand Boys: «Era divertido demais para não partilhar com as pessoas»

O que começou com uma brincadeira na Austrália transformou-se num caso sério de sucesso em Indian Wells… Mentira. Tornou-se, quando muito, numa brincadeira ligeiramente mais afinada, mas igualmente divertida e com igual capacidade de nos arrancar umas boas gargalhadas.

Roger Federer, o rapaz da esquerda a uma mão que mais resistência apresentou no deserto californiano, não escapou ao escrutínio dos jornalistas, que não descansaram enquanto não ficaram a saber mais sobre os Backhand Boys. “Estávamos na Austrália, no Open da Austrália, e num dos dias de folga estive com o Tommy [Haas], com o Grigor [Dimitrov] e com o David Foster [sogro de Haas], e decidimos divertir-nos, ouvir alguma música”, contou o suíço.

“Ele [David Foster] disse , ‘porque é que vocês não contam juntos?’ Eu disse que não sabia as letras muito bem, por isso usámos o iPhone. E depois pensámos, ‘isto é divertido demais para não partilharmos com as pessoas’. Partilhámos o vídeo e as pessoas vibraram, riram-se de nós, e isso foi ótimo”, afirmou Federer, revelando que quando se voltaram a encontrar, esta semana, não hesitaram em repetir a graça.

“Juntámo-nos aqui em Indian Wells e pensámos em fazê-lo novamente, mas com uma espécie de playback, que fizesse com que os rapazes cantassem bem e não parecessem gatos e cães a cantar, como na Austrália. Agora soa melhor, mas ainda é muito mau”, disse, divertido, Federer. “É muito, muito divertido, e embaraçoso. É muito mau, mas tão bom”.

Um título por cada atuação

A brincar a brincar, Federer conquistou um título em cada um dos palcos em que atuou na companhia da banda. Talvez por isso, esteja a pensar em conciliar as cantorias com a carreira no circuito. Ou talvez não.

“Vai ser muito difícil (risos). Recebi ótimo feedback, são só propostas, agora. Estou até em pensar em jogar tanto como tenho jogado. Depois de Miami, tenho de repensar os meus objetivos, não só como jogador mas também como cantor. Tenho de agilizar isso com o Grigor e com o Tommy. Vai ser difícil. Mas vou informar-vos sobre o nosso calendário, a nossa digressão, t-shirts, onde é que vamos atuar (risos]. Estou a brincar”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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