Kyrgios: «O Roger é um dos meus jogadores preferidos, mas não importa contra quem jogo»

Acusado, não raras vezes, de ser desleixado e imaturo no court, Nick Kyrgios tem-se dignado a provar nas últimas semanas que mora um homem de barba rijo dentro de si. Só precisa de ser despertado e enxotado cá para fora. Ontem, esse seu lado controlado e assertivo apareceu no court no início e só saiu depois de derrotar Novak Djokovic pela segunda vez em duas semanas.

“Sabia o que tinha que fazer”, revelou o australiano de 21 anos após a passagem aos quartos-de-final em Indian Wells, nos EUA. “Sabia que ele iria querer vencer depois de Acapulco. Estava à espera que fosse novamente difícil, ele é um grande campeão”, frisou Kyrgios, destacando a combatividade como uma mais-valia no seu jogo.

“A minha mentalidade está a melhorar. Estou a lutar arduamente por cada ponto, estou simplesmente a competir. Além disso, tenho servido muito bem, e isso cria pressão no serviço dos meus adversários. Penso que foi um grande encontro, em que joguei muito bem os pontos cruciais”, analisou.

Depois de derrotar “um grande campeão”, Kyrgios tem pela frente os “quartos” um outro, que também sabe o que é sofrer às suas mãos. “O Roger [Federer] é um dos meus jogadores preferidos, mas não importa contra quem jogo. Tenho que estar preparado para o próximo embate”, afirmou o jovem de Camberra, relembrando a vitória sobre o suíço em Madrid, em 2015, com recurso a três tie breaks.

“Lembro-me que o quebrei no primeiro jogo e disse ‘vamos’ muito alto, só para mostrar que estava ali para lutar por todos os pontos. Jogar contra ele no court central foi surreal, um sentimento inacreditável”.

“Muitas coisas aconteceram depois disso. Joguei muitos mais encontros, sinto-me mais confiança no meu jogo, e ele está a jogar de forma extraordinária neste momento. As condições são totalmente diferentes das de Madrid, em terra batida. Portanto, vai ser um encontro totalmente diferente”, anteviu Kyrgios.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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