Gastão Elias: «Estes encontros provam que eu posso chegar mais longe ainda»

Sem conseguir roubar a vitória a Dominic Thiem, Gastão Elias despede-se de Sydney a sentir-se tudo menos derrotado. O número dois nacional e 81.º do ranking mundial alinhou mais uma notável exibição diante do 8.º classificado, antes de ceder em três partidas, na segunda ronda da prova ATP 250 australiana.

“É a terceira vez que fico perto de lhe ganhar, mas ainda não foi desta”, disse o jogador da Lourinhã ao Bola Amarela. “Sempre acreditei no meu potencial, e estes jogos provam que posso chegar mais longe ainda. Ele é top 10 por alguma razão, jogou melhor que eu nos momentos importantes e eu baixei um pouco a percentagem de serviço, o que fez com que sofresse alguns breaks que não esperava”, analisou.

Obrigado a passar pela fase de qualificação, Gastão destaca a forma como se adaptou quentes condições de jogo. “Fico contente com a exibição que fiz. Depois de três dias a jogar acima de 30 graus, aguentar um jogo a este nível, com praticamente muito poucos altos e baixos, dá-me muita confiança. Sei que estou no caminho certo”, frisou.

Sobre o que fica a faltar para vencer um jogador a quem este perto de o fazer em três ocasiões, o jogador da Lourinhã fala sem rodeios. “Sinceramente, falta um pouco de tudo. Fico muito feliz por ter tanta coisa a melhorar e mesmo assim conseguir competir com jogadores deste nível. É muito positivo. Sinto me cada vez menos a jogar no limite com este tipo de jogadores. Consigo manter o nível durante mais tempo”, rematou.

Elias segue agora para Melbourne, para disputar o quadro principal do Open da Austrália, ao qual teve entrada directa e que arranca na próxima segunda-feira, dia 16 de janeiro.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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