Federer: «Vim a Indian Wells para jogar contra tipos como o Rafa»

Ele aí está. O 36.º capítulo da interminável história à qual gostamos de dar o nome de Fedal estava prometido desde que a lotaria andou à roda em Indian Wells mas só agora se tornou oficial. Sim, Roger Federer e Rafael Nadal vão medir forças nos oitavos-de-final do primeiro Masters 1000 do ano, e, não, o mais velho da parelha não está nem um pouco intimidado por defrontar o jogador com quem mais perdeu na sua carreira (a par com Novak Djokovic).

“Estou muito entusiasmado”, disse o helvético de 35 anos após a sua vitória sobre Steve Johnson. “Se não estivesse, era sinal de que tinha vindo pelos motivos errados. Vim a Indian Wells para jogar contra tipos como o Rafa. E vai acontecer. A [final na] Austrália ajudou-me um pouco, mas, afinal de contas, ainda estou atrás”, sublinhou Federer, que perde por 12-23 no confronto direto.

Sobre a intensa rivalidade vivida com o maiorquino, que tem apaixonado os adeptos, Federer diz que são as diferenças entre ambos que fazem com que o “enlace” se torne tão apelativo. “Ele fez-me um jogador melhor. Estou entusiasmado por estarmos os dois a lutar pelos grandes eventos. Isso é muito especial. É a combinação de dois estilos tão diferentes que faz com que os encontros se tornem especiais”.

Federer venceu os dois últimos encontros entre ambos, inclusive o que lhe deu o 18.º Grand Slam da carreira, há um mês e meio, e espera agora fazer história, em 14 anos de rivalidade: vencer três encontro consecutivos diante do seu eterno rival.

A tática está sabida. “Vou tentar jogar descontraído, isso é importante. Se me mexer bem, tenho hipóteses contra o Rafa”, previu Federer, que se junta a Nadal no court quando em Portugal derem as 12 badaladas.

Federer e Nadal defrontam-se pela 36.ª vez

 

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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