Zverev sobre a demora no serviço: «Estou ciente que tenho de melhorar»
Alexander Zverev garantiu a qualificação para as meias-finais do Masters 1000 de Xangai após vencer tranquilamente o encontro frente ao australiano Alex De Minaur e está cada vez mais perto de chegar à liderança do ranking mundial. Na disputa por uma presença na final, vai defrontar Alejandro Davidovich Fokina, contra quem detém um grande domínio no confronto direto (6-1).
O tenista alemão bateu um top 10 mundial apenas pela terceira vez esta temporada e já sentado na sala de conferencias de imprensa confessou estar a tentar melhorar um aspeto que lhe tem causado algumas situações desconfortáveis desde o US Open, ainda que durante o encontro dos quartos de final tenha sido novamente alertado pelo árbitro em relação à demora entre os pontos nos seus jogos de serviço.
ANÁLISE À EXIBIÇAO
Especialmente do fundo do campo, foi uma partida muito boa. Numa superfície como esta, ele é um adversário muito difícil de enfrentar devido à sua velocidade e ao facto de bater na bola de forma muito plana, o que faz com que ela se mova muito rápido. Sinto que hoje o meu nível foi muito mais alto do que nas últimas partidas. Estou certamente satisfeito com essa melhora no meu desempenho.
POLÉMICA COM A DEMORA ENTRE OS PONTOS
Ele disse-me para olhar para o relógio enquanto eu estava a servir. A verdade é que eu não sei por quê, mas este ano estou a bater a bola muitas vezes (risos). Tudo começou no US Open. Não sei por que começou. Estou muito ciente disso e tento corrigir. É um pouco desnecessário da minha parte. Hoje, especialmente com o meu serviço, percebi que estava a ser muito rápido entre os pontos, mas tive que esperar que ele fosse a toalha. E isso acontecia com frequência. Quando ele voltava, eu cumpria a minha rotina de serviço, o que me leva tempo. No final, estou quase sem margem no relógio, mas acho que, se tivesse começado antes, teria gerenciado melhor o tempo.
LONGA BATIDA DE BOLA ANTES DO SERVIÇO
Eu só faço quando sinto que é a hora certa, mas acho que em Nova-Iorque foi um extremo. Eu não percebi, porque estava com o telemóvel desligado e não olhei para as redes sociais nem nada do tipo. Só percebi isso depois, e estou definitivamente a trabalhar nisso. Há certas coisas que, na minha opinião, têm a ver com justiça no jogo e não distrair o adversário. Se eu faço algo que os meus rivais percebem como uma distração, prefiro não fazer. Quero ganhar graças ao tênis. É o que eu faço.
DESCONFORTO FÍSICO NO TORNOZELO
Hoje joguei bem sem depender tanto do aspeto físico, então não precisei de me esforçar tanto fisicamente. Quanto mais a partida se arrasta, pior o meu tornozelo fica. Sinto que hoje consegui jogar tão rápido que não precisei de entrar em trocas longas ou muitos momentos de grande exaustão física. Onde sinto mais o tornozelo é no serviço, mas isso deve-se ao esforço físico dos pontos anteriores. Se eu evitar esse desgaste, sinto-me melhor quando sirvo.
SOBRE FOKINA
Ele está a jogar muito bem, especialmente aqui na Ásia, ele está a jogar num nível incrível. Ele venceu um torneio e agora está nas meias finais. Espero uma partida de alto nível dele – e, espero, também da minha parte – e estou ansioso pelo desafio difícil que me espera.
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