Zverev exulta: «Este título ninguém me pode tirar!»
Alexander Zverev viveu um dos momentos mais marcantes da sua vida após conquistar Roland Garros, o seu primeiro Grand Slam e, na conferência de imprensa, centrou grande parte das suas declarações no significado de finalmente ter conquistado um título do Grand Slam, depois de várias desilusões em finais de grandes torneios.
O alemão confessou que demorou alguns instantes a perceber que tinha vencido o torneio parisiense. “Primeiro, nem acreditava que tinha ganho. Depois vi a minha equipa toda a celebrar. Quando vi o meu pai levantar os braços foi aí que realmente percebi: ‘ok, ganhei'”, revelou.
As emoções acabaram por tomar conta do número três mundial logo após o último ponto da final frente a Flavio Cobolli. “Quando estava no chão, todas as emoções saíram. Este court é muito especial para mim, tanto de forma positiva como negativa. Tive aqui alguns dos momentos mais difíceis da minha vida e da minha carreira”, recordou.
Zverev fez questão de recordar alguns dos episódios mais dolorosos vividos em Paris. “Estive deitado neste court com uma lesão sem saber se voltaria a jogar. Também perdi uma final de Grand Slam aqui. Essas memórias continuam comigo, mas esta vitória supera todas elas”, afirmou.
Questionado sobre o impacto que este triunfo poderá ter no futuro, o germânico mostrou-se aliviado por finalmente ter ultrapassado a barreira dos Grand Slams. “Agora, aconteça o que acontecer, serei sempre campeão de um Grand Slam e ninguém me pode tirar isso”, destacou. “Isso dá-me alguma liberdade. Talvez a minha mente esteja mais tranquila numa próxima final. Mesmo que perca, continuarei a ser campeão de um Grand Slam”, acrescentou.
Um dos momentos mais curiosos da conferência surgiu quando falou das cãibras que sofreu durante o quarto set. Zverev acredita que o problema teve uma forte componente emocional. “Tive cãibras, mas sinceramente acho que eram mais mentais do que físicas. Estava muito tenso, muito emocional e um pouco instável”, explicou.
Alexander Zverev é (finalmente!) campeão de Grand Slam após título em Roland Garros
Mais surpreendente ainda foi a forma como encarou essa dificuldade. “As cãibras ajudaram-me de certa forma. Relaxei um pouco, comecei a bater na bola com mais liberdade e deixei simplesmente o jogo fluir”, referiu.
“Não podia continuar tão tenso. Tive de me soltar e foi por isso que joguei o quinto set da forma como joguei”, acrescentou.
O campeão de Roland Garros elogiou ainda o trabalho realizado no serviço ao longo dos últimos anos. “Nos momentos mais importantes consegui confiar nele para me salvar quando não estava a jogar bem do fundo do court. Trabalhei muito este golpe e estou feliz por me ter ajudado a ganhar este troféu”, afirmou.
A terminar, deixou uma dedicatória especial à equipa que o acompanha há mais de uma década. “É um esforço de família e de equipa. Trabalho com praticamente as mesmas pessoas há 12 anos e todos merecem este troféu tanto quanto eu”, concluiu.
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