Wawrinka tem um último desejo como profissional: «Gostava de defrontar Alcaraz pelo menos uma vez…»

Por Nuno Chaves - Fevereiro 23, 2026

Stan Wawrinka teve uma vitória tranquila na sua estreia no ATP 500 do Dubai, num encontro que contou com Roger Federer nas bancadas a assistir.

No final, o antigo top 3 mundial falou aos jornalistas onde deu o seu ponto de vista sobre como vê atualmente a nova geração, deixando ainda o desejo de defrontar Carlos Alcaraz uma vez antes de se reformar.

COMO VÊ A NOVA GERAÇÃO

Acho que a evolução do jogo é evidente neste momento. O nível é realmente alto, disso não há dúvida. As novas gerações vão ser sempre melhores do que as anteriores e podemos vê-lo. Também as condições mudaram um pouco, com bolas e torneios um pouco mais lentos, por isso o estilo de jogo é diferente.

DESEJO DE DEFRONTAR… ALCARAZ

Se olharmos para o nível atual do Jannik e do Carlos, é incrivelmente alto, altíssimo. E ainda temos o Novak a competir com eles. Como adepto de ténis, é fantástico ver isso. Tive a oportunidade de jogar muitas vezes contra o Jannik; os últimos encontros foram realmente duros. E espero poder jogar contra o Carlos pelo menos uma vez antes de me retirar.

O QUE MAIS DESFRUTOU

Acho que o que mais desfrutei nos últimos 20 anos foi ter tido a oportunidade de jogar contra tantos jogadores diferentes e contra tantas gerações distintas. É sempre uma grande sensação defrontar a nova geração, os jovens que estão a surgir, e vê-los já no topo. No geral, procurei sempre melhorar, jogar o meu melhor ténis e encontrar soluções perante os jogadores que tinha pela frente.

EM GRANDE NO ÚLTIMO ANO COMO PROFISSIONAL

Estou satisfeito com os resultados que já alcancei este ano. Todos esses torneios foram incríveis, com muitos adeptos. Fiquei muito feliz por os ver e por receber uma receção tão calorosa. E estou muito entusiasmado com o que resta da época.Para mim, o mais importante é que as pessoas tenham visto a paixão que coloco em campo. Aquele miúdo que sonhava ser tenista conseguiu muito mais do que alguma vez imaginou. Trabalhei sempre para me levar ao limite, e fiz-lo sempre com paixão e sendo eu próprio em campo. Tentei sempre partilhar muito com os adeptos e com as pessoas que me rodeiam, porque uma das principais razões pelas quais continuei a jogar durante tanto tempo foi para sentir esse tipo de emoções em campo.

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Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.