Wawrinka emociona-se na despedida de Wimbledon: «Não quero retirar-me, mas sei que chegou a hora»

Por José Morgado - July 1, 2026
Wawrinka

Stan Wawrinka despediu-se esta terça-feira de Wimbledon pela última vez enquanto tenista profissional. O suíço, de 41 anos, foi derrotado por Matteo Berrettini em quatro sets, num encontro intenso disputado no Court 1, encerrando uma ligação de mais de duas décadas ao All England Club, onde por duas vezes atingiu os quartos de final.

No final da partida, o antigo campeão de três torneios do Grand Slam não escondeu a emoção ao recordar tudo o que viveu em Londres e assumiu que o adeus ao circuito está cada vez mais próximo. “Não quero retirar-me, mas sei que chegou a hora. Uma das razões pelas quais continuei a jogar durante tanto tempo foi para viver noites como esta. Estou muito agradecido por ter recebido um wild card e por poder disputar um último Wimbledon. Nunca é fácil dizer adeus a algo que se ama tanto.”

Wawrinka fez ainda questão de explicar por que motivo Wimbledon sempre ocupou um lugar especial no seu coração. “Quando somos crianças sonhamos jogar aqui. A primeira vez que entras neste clube é uma sensação impossível de descrever. O mais bonito é que, mais de vinte anos depois, continuo a sentir exatamente a mesma emoção sempre que volto.”

O suíço revelou também um momento comovente protagonizado por Matteo Berrettini após o encontro. “O Matteo apanhou a minha toalha e voltou para ma entregar. Disse-me: ‘Não te esqueças desta. É o teu último Wimbledon’. Foi um gesto muito bonito e que jamais esquecerei.”

Apesar de ter conquistado três títulos do Grand Slam, Wawrinka admitiu que a relva nunca foi a superfície ideal para o seu ténis. “Nunca vinha para Wimbledon a pensar que tinha de ganhar o torneio. Fiz sempre o melhor que podia. A relva exigia uma confiança imediata e isso nunca foi fácil para mim, mas estou muito satisfeito com aquilo que consegui aqui.”

Já com a retirada definida para o final da temporada, o helvético garante que o futuro passará, antes de tudo, pelo descanso. “Primeiro quero fechar este capítulo, descansar, aproveitar a minha família e os meus amigos. Depois pensarei no que vem a seguir.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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