Wawrinka emociona-se na despedida de Roland Garros: «Nunca imaginei alcançar tanto sucesso»

Por José Morgado - May 25, 2026
Wawrinka

PARIS. FRANÇA. Stan Wawrinka colocou um ponto final na sua história em Roland Garros e fê-lo rodeado de emoção, aplausos e reconhecimento. O campeão da edição de 2015 despediu-se do torneio parisiense após a derrota frente ao neerlandês Jesper de Jong, recebendo uma sentida homenagem do público e dos organizadores num dos momentos mais marcantes desta edição.

Visivelmente emocionado na conferência de imprensa, o suíço recordou o percurso de mais de duas décadas no circuito ATP e confessou que nunca imaginou chegar tão longe na modalidade. “Fico sempre surpreendido ao receber tanto carinho, tanto apoio dos adeptos, dos jogadores e dos torneios. Quando era jovem, o meu sonho era simplesmente tornar-me profissional e estar entre os 100 melhores do mundo. Nunca esperei alcançar tanto sucesso no ténis”, admitiu.

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Apesar dos três títulos do Grand Slam conquistados ao longo da carreira, Wawrinka garantiu que a sua motivação nunca esteve ligada a recordes ou rankings “Nunca sonhei ser número um do mundo ou ganhar torneios do Grand Slam. Tudo começou por amor ao ténis, pela paixão de continuar a melhorar e de descobrir até onde podia chegar”, explicou.

O suíço recordou também a inesquecível conquista de Roland Garros em 2015, quando derrotou Novak Djokovic na final. “Na altura não estava a pensar que estava a viver algo histórico. Estava concentrado em vencer o melhor jogador do mundo. Sabia que tinha o nível, a confiança e as armas necessárias para o conseguir”, recordou.

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Questionado sobre a importância especial de Roland Garros, Wawrinka foi perentório. “Este torneio está no topo para mim. Cresci na parte francesa da Suíça e passava horas a ver Roland Garros na televisão. Foi aqui que vivi alguns dos momentos mais importantes da minha carreira”, afirmou.

Sem planos definidos para 2027, o veterano prefere viver um dia de cada vez. “Quero terminar esta temporada da melhor forma possível. Depois terei tempo para olhar para trás e compreender tudo o que vivi nestes 25 anos de carreira”, concluiu.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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