Tiago Torres após primeira vitória ATP: «É o trabalho de muitos anos, das pessoas que acreditam em mim»

Por Rodrigo Caldeira - July 20, 2026

Tiago Torres (427º) surpreendeu tudo e todos ao vencer o seu primeiro encontro de sempre no circuito ATP, frente ao georgiano Nikoloz Basilashvili (130º), avançando assim para a segunda ronda do Millennium Estoril Open. Em declarações Tiago Torres mostrou-se eufórico, mas que tudo advém de muito trabalho.

SENCAÇÃO DE VENCER NA ESTREIA ATP 

“É um turbilhão de emoções, para ser sincero ainda nem estou em mim sequer que entrei no Estoril  Open, quanto mais ganhar uma ronda. Foi brutal, nunca tinha jogado com tanta gente, o estádio estava basicamente cheio. No inicio foi complicado, estava muito nervoso mas com o decorrer do jogo, consegui mostrar bom ténis”.

ENTRAR A PERDER NO ENCONTRO

“Senti que no 4-1 ele fez 3 ou 4 erros básicos, de quem estava desligado. Eu consegui entrar no jogo, e quando ele voltou a ligar-se, já foi tarde. No inicio foi mais mérito dele que demérito meu, mas consegui entrar no jogo e correu lindamente. Se eu não desse o meu melhor, claramente não dava para virar o jogo”.

MANTER A CALMA 

“Não é nada fácil, passa-se muita coisa pela minha cabeça. Uma coisa é estar habituado aos torneios que costumo jogar, onde estou habituado a ganhar vários jogos e a perder. Quando fiz o 4 igual comecei a perguntar-me “será que dá para ganhar”, muitas emoções que consegui gerir bem, felizmente”.

PRÓXIMA RONDA 

“Vou desfrutar hoje, amanhã treinar para quarta-feira dar o meu melhor com certeza”.

ESTAR A PERDER 4-1 NO PRIMEIRO SET 

“Eu até disse ao Vasco (treinador), “estou aqui a passar uma vergonha”. 18 minutos 4-1, não estava a conseguir jogar, ele estava a jogar muito rápido e não me estava a conseguir adaptar ao estilo de jogo dele. Só pensei que tinha que dar um bocado de show a esta malta, que me veio ver, não quero que o meu primeiro jogo no Millennium Estoril Open, seja uma derrota em 40 minutos”.

RECEBER UM WILD CARD NO PRIMEIRO ATP DA CARREIRA 

“Para ser sincero, na altura achei que ia jogar qualifying, então estava preparado para jogar o qualifying. Quando recebi a noticia tive 2 dias a digerir. Ontem nem treinei nada de especial, estava nervoso. Ainda agora estou emocionado. Mas é o trabalho de muitos anos, das pessoas que acreditam em mim, que deram tudo por mim”.

ADAPTAÇÃO À ARBITRAGEM ELETRÓNICA 

“Foi mais culpa do nervosismo, para ser sincero. Não é culpa do sistema, houve alguma bola meio duvidosa, mas vou acreditar. Não fiquei a olhar, não me queria preocupar muito com isso, mas acho que não errou”

1 ANO DEPOIS DO PRIMEIRO TORNEIO PROFISSIONAL 

“Não imaginava que 1 ano depois desse Porto Open, estaria a ganhar o meu primeiro jogo no circuito ATP. O meu objetivo era ser 500 do mundo ao fim de 1 ano. Não sei para quanto é que vou com esta vitória, mas vou ficar melhor do que estou, portanto tem sido um ano acima das expectativas. Não só em termos de ranking, mas também em termos de trabalho, do nível que eu estou a jogar. Felizmente acho que estou a jogar melhor do que o nível do meu ranking, e isso é importante demonstrar dentro de campo, não só nos treinos”.

 

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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