Teichmann explica renascimento: «Precisava de parar e reconstruir tudo do zero»

Por José Morgado - May 30, 2026
Teichmann

Jil Teichmann continua a ser uma das grandes histórias de Roland Garros 2026. A suíça, atualmente apenas no 170.º lugar do ranking mundial, garantiu um lugar nos oitavos-de-final após uma impressionante recuperação frente a Karolina Muchova e revelou que o seu sucesso atual nasceu de uma decisão difícil: afastar-se completamente do ténis.

Aos 28 anos, Teichmann admitiu que os últimos quatro anos foram particularmente complicados, marcados por problemas físicos, desgaste mental e mudanças profundas na sua vida pessoal e profissional. “Estava a jogar um dos melhores ténis da minha carreira, mas começaram os problemas físicos e depois também os mentais. Este é um trabalho muito intenso e eu fazia isto sem parar desde os 14 anos”, confessou.

A suíça explicou que, apesar de ainda integrar o top 100 mundial, sentiu necessidade de parar completamente. “Em setembro decidi fazer uma pausa. Adoro ténis, mas sentia que estava num caminho que já não era saudável para mim. Precisava de voltar ao início e reconstruir tudo desde a base”, revelou.

Durante vários meses, Teichmann afastou-se totalmente do circuito. “Foi uma pausa completa. Não toquei numa raquete. Viajei, estive com a minha família, fui esquiar, fazer surf e visitei amigos. Precisava de recarregar baterias”, explicou.

Agora, de regresso ao mais alto nível, a suíça garante que voltou a encontrar prazer dentro de campo. “Estou a desfrutar muito. Sou uma jogadora emocional e adoro competir em grandes estádios. É para momentos como estes que jogo ténis”, afirmou.

Nos oitavos-de-final, Teichmann terá pela frente a jovem sensação russa Mirra Andreeva. “É uma jogadora de top 10 e uma grande competidora. Vai ser um desafio difícil, mas estou pronta para competir”, garantiu.

A campanha da suíça em Paris confirma que a pausa que decidiu fazer poderá ter sido a decisão mais importante da sua carreira.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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