Swiatek dá bons sinais em Toronto: «A fase mais difícil da temporada já passou»

Por Tomás Almeida - August 11, 2026

Iga Swiatek tem motivos para sorrir em Toronto e é, para já, uma das duas jogadoras confirmadas nas meias-finais do WTA 1000 do Canadá, depois de ter banalizado a russa Diana Shnaider por 6-2 e 6-1.

A polaca, que vai agora ter pela frente Elina Svitolina, está a mostrar uma faceta diferente da que vinha a construir desde o início da temporada e parece ter reencontrado no piso-rápido norte-americano algum do ténis que no passado lhe levou a vencer vários títulos do Grand-Slam e a afirmar-se na liderança do ranking mundial.

ELOGIOS A FRANCIS ROIG E OS FRUTOS DO TRABALHO COM O ESPANHOL

Esta postura mais calma em court era o objetivo desde o momento em que comecei a trabalhar com Francis, mas a verdade é que jogar na terra-batida e com toda a pressão que normalmente me acerca nessa superfície, às vezes não ajuda. Eu não tinha tanta clareza mental para fazer o que ele queria que eu fizesse. Aqui, sinto que se tornou mais um hábito, algo mais natural. É definitivamente a maneira como quero jogar, ter essa paciência. Sinto que no ano passado, às vezes, jogava de forma muito plana e rápida, tomando decisões arriscadas. O que estou a tentar fazer agora é mais o meu estilo. O trabalho com Francis Roig definitivamente ajuda, e acho que a parte mais stressante da temporada já passou.

DIFERENTE ABORDAGEM AO JOGO

Simplesmente quero lutar até o fim em cada ponto. Há encontros em que a adversária, por exemplo, ataca muito rápido e você sabe que vai sair um winner ou um erro não forçado, que não vai chegar à bola e que não conseguirá devolvê-la. Hoje senti que podia fazer isso. Às vezes, quando não tinha tanta certeza, consegui antecipar. Então, às vezes foi sorte e outras vezes foi simplesmente lutar até o fim. No final, foi isso que tornou o meu jogo sólido, o facto de também conseguir ganhar pontos a partir de uma situação defensiva. Estou muito feliz com isso.

CAUSA DO SUCESSO EM TORONTO?

Não há um fator específico. Principalmente porque as duas adversárias que enfrentei eram muito diferentes. Mas acho que talvez contra a Marta eu tenha conseguido analisar com clareza o que estava errado, em vez de ficar presa aos erros. Hoje eu simplesmente segui o plano. Estava muito concentrada. Consigo seguir o plano com mais facilidade porque sinto bem a bola na raquete. É um torneio excelente porque não tem muito barulho ao redor, consegue-se concentrar mesmo no jogo. Estou a divertir me em court.

O CONFORTO NO PISO-RÁPIDO E CONFIANÇA ACRESCIDA

Adoraria poder prever o futuro. É claro que quanto mais encontros eu jogar, mais confiança eu ganho. Isso ajudaria, mas nunca se sabe. O ano é longo e intenso. Quero manter me focada em mim mesma, uma partida de cada vez. Eu estava muito animada porque ainda não tinha jogado em piso-rápido com o Francis, então queria ver como seria. Sinto-me bem nesta superfície. Já ganhei muitos torneios e gosto de jogar nela.

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A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
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