Só Griekspoor conseguiu fazer isto frente a Zverev: nem Sinner, Alcaraz ou Djokovic o alcançaram.

Por Rodrigo Caldeira - August 6, 2026
Griekspoor

A eliminação de Alexander Zverev na estreia do Masters 1000 de Montreal deixou um dado que espelha bem a dimensão da surpresa. O alemão foi derrotado por Tallon Griekspoor, protagonizando uma das maiores surpresas do torneio. No entanto, o resultado ganha ainda mais significado quando se analisam os seus números em piso duro ao longo do último ano e meio.

Desde o início de março de 2024, Zverev disputou um total de 24 torneios em piso duro. Nesse período, o alemão apenas perdeu por duas vezes no seu primeiro encontro de um torneio. O mais curioso é que ambas as derrotas aconteceram frente ao mesmo adversário: Tallon Griekspoor.

A primeira ocorreu em Indian Wells 2025, onde o neerlandês surpreendeu o então número dois do mundo num dos torneios mais prestigiados do calendário, travando de forma inesperada a sua campanha na Califórnia. Mais de um ano depois, a história voltou a repetir-se em Montreal.

O dado evidencia a enorme regularidade que Alexander Zverev tem demonstrado em piso duro nas últimas temporadas. Ter alcançado, pelo menos, a segunda ronda em 22 dos últimos 24 torneios disputados nesta superfície reflete a consistência do alemão nos principais eventos do circuito. Precisamente por isso, a derrota no Masters 1000 de Montreal torna-se ainda mais surpreendente.

Ao mesmo tempo, confirma que Tallon Griekspoor parece ter encontrado a fórmula para causar dificuldades a um dos jogadores mais sólidos do circuito. O neerlandês voltou a dar a volta ao encontro depois de ter perdido o primeiro set no tie-break, impondo um ritmo muito elevado a partir da linha de fundo e aproveitando a quebra física e exibicional do adversário.

O que parece cada vez mais evidente é que Griekspoor se transformou, há já algum tempo, num adversário particularmente perigoso para os grandes nomes do circuito. Zverev é um dos jogadores que mais dificuldades tem sentido frente ao neerlandês, que volta a provar que consegue elevar o seu nível quando enfrenta alguns dos principais candidatos aos grandes títulos.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.