Sinner: «Não tenho nada a perder em Roma, posso jogar descontraído»

Por Rodrigo Caldeira - May 12, 2026

Jannik Sinner continua a avançar com passo firme no ATP Masters 1000 de Roma 2026 e, depois de garantir a qualificação para os oitavos de final, deixou uma das entrevistas mais pessoais e reflexivas ao Tennis Channel.

O italiano explicou como encara emocionalmente o torneio mais especial do seu calendário, reconheceu o impacto de tudo o que gera à sua volta e recordou, com humildade, as suas origens numa pequena localidade do norte de Itália.

DIFERENÇAS ENTRE MADRID E ROMA

“É difícil dizer quais são as condições que mais me favorecem. Aqui consegues controlar um pouco melhor as trocas de bola porque os pontos costumam ser mais longos e as condições são mais lentas e pesadas. Em Madrid, se alguém servir muito bem, tem uma vantagem enorme. Aqui tudo é diferente. As primeiras rondas são sempre duras e agora estamos apenas a tentar continuar a fazer as coisas bem para ver o que acontece nas próximas rondas.”

SUSTO COM AVIÕES MILITARES

“Foi divertido, mas também apanhei um susto porque não estava à espera. Estás lá dentro e, de repente, ouves um barulho fortíssimo. Estes aviões fazem imenso ruído e pensei que estavam a voar muito baixo. Depois disseram-me que estavam a ensaiar para amanhã e que vão fazer o espetáculo com as cores de Itália. Vai ser muito bonito.”

JOGAR EM CASA 

“É um torneio que nunca ganhei e é um evento muito prestigiado. Sendo italiano, estou extremamente feliz por jogar aqui. Neste momento, para mim, é uma situação em que só tenho a ganhar. Se continuar a avançar, fantástico. E, se perder, também terei mais tempo para recuperar antes de Roland Garros. Por isso, estou um pouco mais relaxado. Aqui há muitos adeptos que vêm ver-me a mim, ao Flavio, ao Lorenzo e a todos os italianos que continuam no quadro. Nós tentamos retribuir-lhes algo positivo.”

OS ADEPTOS ITALIANOS 

“É realmente impressionante. Penso sempre de onde venho. Sou de uma vila muito pequena e, debaixo da ponte do torneio, há mais pessoas à espera do que habitantes tem a minha terra. É algo incrível. E não se trata apenas de mim. Temos um grupo fantástico de jogadores italianos e queremos transmitir algo positivo. O ténis em Itália está a crescer imenso e nota-se a paixão que as pessoas têm. Os adeptos apoiam-me muito quando as coisas correm bem, mas também quando correm mal. Mostram sempre porque são teus fãs e estou muito feliz por fazer parte deste movimento.”

PRESSÃO E DESGASTE MENTAL 

“Sei perfeitamente a responsabilidade que tenho enquanto jogador. Tudo isto que acontece à minha volta é algo natural. Aliás, acho até que é algo positivo. Se não tivesse isto, talvez significasse que as coisas não estão a correr bem. Depois de Madrid tive três dias completamente livres. Nada de ginásio, nada de ténis. Isso ajudou-me imenso a recarregar baterias.”

“Estou muito feliz por voltar a estar em campo e apenas tento fazer o melhor possível. Não importa se as pessoas vêm apoiar-me ou se os adversários querem ganhar-me. Eu simplesmente tento estar preparado e lutar sempre.”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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