Shnaider após eliminar Sabalenka: «Sabia que ela tinha dificuldades com o vento»

Por Nuno Chaves - June 3, 2026
Foto: EPA

Está a ser uma edição de Roland Garros completamente marcada por surpresas e, a mais recente, aconteceu com a eliminação de Aryna Sabalenka, depois de ter desperdiçado um 6-3 e 5-3 de vantagem, acabando até por levar um pneu no terceiro set.

A autora da reviravolta foi Diana Shnaider que, em conferência de imprensa, explicou as suas emoções e reconheceu que tinha a noção de que a número um do mundo podia abanar por haver tanto vento.

VITÓRIA HISTÓRICA

Estou super feliz. Ainda estou a processar todas as emoções. Foi um jogo muito duro e estou muito orgulhosa da forma como lidei com as emoções, com as condições e com toda a luta que houve durante o encontro. Obviamente sabia que estava a jogar contra a número um do mundo e uma jogadora extremamente agressiva.

COMO CONSEGUIU RECUPERAR

As condições eram muito difíceis e decidi não colocar demasiada pressão sobre mim própria. Quando estava a perder por 5-3 e a jogar contra o vento, com a Aryna a pressionar-me constantemente, senti que tinha de mudar alguma coisa. Estava a tentar variar mais, utilizar efeitos, slices e diferentes alturas de bola, mas nada estava a resultar. Nesse momento pensei que tinha de ser mais agressiva, entrar mais dentro do campo e assumir mais riscos. Ela estava a empurrar-me demasiado para trás e estava a ganhar todas as trocas de bola mais curtas. Comecei a atacar mais os seus segundos serviços, a pressionar mais e a procurar os meus golpes. Pouco a pouco começaram a surgir alguns erros da parte dela e senti que a dinâmica do jogo estava a mudar. Comecei a acreditar mais em mim. Quando ganhei o segundo set pensei que era a primeira jogadora capaz de lho tirar em todo o torneio e isso deu-me ainda mais confiança. As condições foram realmente duras. Havia muito vento, muita areia e muitos ressaltos imprevisíveis. Fiquei até surpreendida por terem aberto o teto, porque fiz todo o aquecimento a pensar que iríamos jogar com ele fechado. Durante o primeiro set estava bastante incomodada com tudo o que estava a acontecer, mas continuava a lembrar-me de que as condições eram exatamente as mesmas para as duas. Tinha de aceitar a situação e encontrar soluções.

VENTO E SABALENKA: UMA RELAÇÃO QUE NÃO COMBINA

Claro que me lembrava da final do ano passado. Vi-a e sabia que a Aryna tinha tido dificuldades em condições semelhantes. Essa ideia estava algures no fundo da minha mente e pensei que devia aproveitar a oportunidade se conseguisse adaptar-me melhor do que ela. Claro que reparei em alguns momentos de frustração da parte dela. Conheço a Aryna e sei que é uma pessoa muito emocional. Eu também o sou. Acho que uma das coisas que estou a fazer melhor neste torneio é não permitir que as emoções negativas interfiram com o meu ténis. Houve muitos momentos em que também poderia ter ficado muito zangada comigo própria ou com tudo o que estava a acontecer.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.