Shnaider após eliminar Sabalenka: «Sabia que ela tinha dificuldades com o vento»
Está a ser uma edição de Roland Garros completamente marcada por surpresas e, a mais recente, aconteceu com a eliminação de Aryna Sabalenka, depois de ter desperdiçado um 6-3 e 5-3 de vantagem, acabando até por levar um pneu no terceiro set.
A autora da reviravolta foi Diana Shnaider que, em conferência de imprensa, explicou as suas emoções e reconheceu que tinha a noção de que a número um do mundo podia abanar por haver tanto vento.
VITÓRIA HISTÓRICA
Estou super feliz. Ainda estou a processar todas as emoções. Foi um jogo muito duro e estou muito orgulhosa da forma como lidei com as emoções, com as condições e com toda a luta que houve durante o encontro. Obviamente sabia que estava a jogar contra a número um do mundo e uma jogadora extremamente agressiva.
COMO CONSEGUIU RECUPERAR
As condições eram muito difíceis e decidi não colocar demasiada pressão sobre mim própria. Quando estava a perder por 5-3 e a jogar contra o vento, com a Aryna a pressionar-me constantemente, senti que tinha de mudar alguma coisa. Estava a tentar variar mais, utilizar efeitos, slices e diferentes alturas de bola, mas nada estava a resultar. Nesse momento pensei que tinha de ser mais agressiva, entrar mais dentro do campo e assumir mais riscos. Ela estava a empurrar-me demasiado para trás e estava a ganhar todas as trocas de bola mais curtas. Comecei a atacar mais os seus segundos serviços, a pressionar mais e a procurar os meus golpes. Pouco a pouco começaram a surgir alguns erros da parte dela e senti que a dinâmica do jogo estava a mudar. Comecei a acreditar mais em mim. Quando ganhei o segundo set pensei que era a primeira jogadora capaz de lho tirar em todo o torneio e isso deu-me ainda mais confiança. As condições foram realmente duras. Havia muito vento, muita areia e muitos ressaltos imprevisíveis. Fiquei até surpreendida por terem aberto o teto, porque fiz todo o aquecimento a pensar que iríamos jogar com ele fechado. Durante o primeiro set estava bastante incomodada com tudo o que estava a acontecer, mas continuava a lembrar-me de que as condições eram exatamente as mesmas para as duas. Tinha de aceitar a situação e encontrar soluções.
VENTO E SABALENKA: UMA RELAÇÃO QUE NÃO COMBINA
Claro que me lembrava da final do ano passado. Vi-a e sabia que a Aryna tinha tido dificuldades em condições semelhantes. Essa ideia estava algures no fundo da minha mente e pensei que devia aproveitar a oportunidade se conseguisse adaptar-me melhor do que ela. Claro que reparei em alguns momentos de frustração da parte dela. Conheço a Aryna e sei que é uma pessoa muito emocional. Eu também o sou. Acho que uma das coisas que estou a fazer melhor neste torneio é não permitir que as emoções negativas interfiram com o meu ténis. Houve muitos momentos em que também poderia ter ficado muito zangada comigo própria ou com tudo o que estava a acontecer.
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