Shelton está de volta: «Estou a reencontrar-me com o meu melhor ténis»

Por Rodrigo Caldeira - October 31, 2025
Shelton

Ben Shelton já deixou para trás a dolorosa e preocupante lesão no ombro. O norte-americano saiu em lágrimas do US Open, e muitos questionavam quanto tempo demoraria a recuperar o seu nível, tendo em conta que o seu ténis se baseia sobretudo na força e na explosividade.

Mas bastaram-lhe apenas dois torneios para voltar à sua melhor forma. Depois da eliminação em Basileia, neste ATP Rolex Paris Masters voltou a mostrar-se o Ben Shelton mais agressivo e incisivo mas, acima de tudo, mais disciplinado e taticamente preparado. Isso ficou evidente no seu duelo dos oitavos de final frente a Andrey Rublev (7-6(8), 6-3), e agora lança o aviso a Jannik Sinner.

ENCONTRAR O SEU MELHOR TÉNIS 

“Já o sabia antes do meu jogo. Tive a sorte de poder controlar o meu próprio destino e hoje entrei em court com a certeza de que não ia perder. Joguei um dos meus melhores encontros da temporada. Foi algo incrível, porque tenho estado em baixa forma desde a lesão que sofri no US Open, mas agora estou a reencontrar-me com o meu melhor ténis, e é uma sensação fantástica.”

ENFRENTAR RUBLEV

“Ele estava a jogar de forma incrível, e o meu objetivo era manter o máximo controlo possível nos meus jogos de serviço e encontrar o ritmo com o saque, porque quando o consigo, é muito difícil quebrar-me. Quando estava na resposta, tentava apenas colocar a bola dentro do court, avançar com os segundos serviços dele e ser ofensivo, mas com a forma como ele bate na bola, é sempre muito complicado.”

UM DOS ENCONTROS MAIS FISICOS 

“Não foi um jogo fácil, houve muita luta, muitos pontos longos, muito desgaste físico. Provavelmente foi um dos encontros à melhor de três sets mais exigentes que joguei na minha carreira. Consegui vencer, quebrando o serviço dele duas vezes no segundo set, e isso deixa-me muito orgulhoso.”

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Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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