Sabalenka: «Somos tratadas com igualdade, pagam-nos o mesmo que aos homens»

Por Rodrigo Caldeira - March 11, 2026
sabalenka

Aryna Sabalenka não deu qualquer hipótese a Naomi Osaka no seu jogo dos oitavos de final do WTA 1000 de Indian Wells 2026. A número um do mundo exibiu-se a um nível muito elevado e, no final da partida, marcou presença na conferência de imprensa para falar sobre as suas sensações e também sobre outros temas da atualidade, como a igualdade entre homens e mulheres no circuito.

VENCER NAOMI OSAKA 

“Estou muito satisfeita com o meu desempenho de hoje, com a variedade que trouxe ao jogo e com o facto de a ter feito adivinhar, na maioria das vezes, o que eu ia fazer. Claro que também estou contente com o serviço, por isso acho que foi uma grande exibição da minha parte. Tentei mudar o ritmo e garantir que a bola voltava para o lado dela com diferentes alturas e velocidades. Acho que essa foi a chave do jogo.”

PRESSÃO DE SER NÚMERO 1 

“Claro que é uma pressão, mas ao mesmo tempo é assim que melhoramos. As minhas adversárias entram em campo e sentem que têm de fazer algo mais. Sinto que é assim que se sentem e é assim que atuam, e é dessa forma que melhoramos e nos tornamos mais fortes. Sinto que fazem um esforço extra e também sinto que, nos momentos importantes, vão baixar o nível. É aí que posso intervir, e é assim que me torno numa jogadora melhor.”

NERVOS ANTES DE ENTRAR EM COURT 

“Na verdade, não. Não penso nesse tipo de coisas quando vou para o jogo. Concentro-me apenas em mim mesma e na estratégia que tenho para o encontro, e isso é algo que aprendi com a experiência. É melhor deixar essas coisas fora do court, entrar em campo e dar o melhor de ti. É nisso que me concentro.”

ENCONTRO FRENTE A OSAKA EM 2018 

“É uma loucura. Consegues acreditar que em tantos anos no circuito só jogámos uma vez? Mas sinto que comecei a jogar melhor quando ela ficou grávida. Acho que por isso não tivemos muitas oportunidades de nos defrontar, e tenho quase a certeza de que vamos jogar muitas mais vezes. Mudei muito desde então. Aconteceram-me muitas coisas e tornei-me numa melhor jogadora e numa melhor pessoa. Controlo melhor as minhas emoções, tenho mais experiência e já ganhei alguns Grand Slams. Sinto que agora sou uma pessoa completamente diferente daquela que era quando jogámos em 2018.”

IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES 

“Sinto que estamos no bom caminho, que estamos a avançar na direção certa. Somos tratadas com igualdade e recebemos o mesmo que os homens. No geral, acho que o desporto feminino tem crescido e melhorado, e sim, sinto que estamos a seguir na direção certa. Estou satisfeita com a maioria das coisas, até com o calendário, os prémios monetários e tudo isso.

Provavelmente melhoraria um pouco a forma como promovemos o nosso desporto. Gosto muito da forma como a ATP promove os jogadores e de como funciona o marketing da ATP. Sinto que é aí que ainda podemos melhorar e atrair mais atenção e mais olhares para o ténis feminino.”

PRÓXIMO ENCONTRO FRENTE A MBOKO OU ANISIMOVA 

“Gosto do facto de serem agressivas, sinto que ambas são lutadoras. Já joguei muitos jogos contra a Amanda e apenas um contra a Mboko, mas foram batalhas difíceis com as duas. O ténis foi muito agressivo e foi divertido jogar contra ambas. Estou muito entusiasmada por as enfrentar, não importa quem vença o jogo.”

MUDANÇAS NO CALENDÁRIO 

“Pessoalmente, eu não colocaria nenhum torneio em fevereiro depois do Open da Austrália, mas sabes, organizar o calendário é algo muito complicado. Eu eliminaria esta situação de obrigatoriedade, porque se chegas longe num torneio, fisicamente não é bom para a saúde ter de jogar outro apenas porque é obrigatório.

Retiraria essa obrigatoriedade e deixaria que os jogadores escolhessem onde querem competir e jogar, porque se chegas longe no Open da Austrália, é demasiado cedo para jogar no Médio Oriente. Acho que essa obrigatoriedade é excessiva, temos de reduzir esse número. É demasiado.”

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Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
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