Rybakina e a liderança do ranking: «Vou valorizar isto quando terminar a carreira»

Por Nuno Chaves - September 9, 2026

A possibilidade tornou-se real: Elena Rybakina vai mesmo tornar-se na nova número um do mundo depois de ter alcançado as meias-finais do US Open.

A tenista cazaque consegue ultrapassar Aryna Sabalenka, no entanto, no final, mostrou-se mais preocupada em continuar a lutar pelo título do que propriamente em celebrar esta conquista.

NOVA LÍDER DO RANKING MUNDIAL

Significa muito, claro, mas, como dizia antes, não penso demasiado nisso. É uma grande conquista e sinto que vais valorizá-la e pensar ainda mais nela quando terminares a tua carreira. Agora tens de continuar em frente. É bonito quando terminas e podes dizer: ‘Ganhei estes torneios, fui Nº 1, é incrível’, mas neste momento está ótimo. Nunca sabes quanto tempo vais permanecer lá. Ainda há muitas coisas que quero fazer. Quero ganhar títulos nos torneios, por isso todos os meus pensamentos estão focados no próximo jogo. É uma conquista diferente. Acho que vais mais à procura dos títulos e depois o ranking pode chegar, ou não, dependendo do que as outras fizerem. No final do dia, pensas sobretudo nos títulos.

CADA VEZ MELHOR EM NOVA IORQUE

Da forma como estava quando cheguei a este torneio, lesionada e sem treinar, acho que chegámos bastante longe. Agora só faltam os últimos esforços e é importante continuar a desfrutar. Preciso de me manter agressiva, tentar não deixar que as minhas emoções condicionem o meu jogo e desfrutar. Não há adversárias fáceis, apenas adversárias difíceis. Toda a gente tem as suas vantagens no jogo e tens de tentar fazer o melhor possível, desfrutar e esperar que a vitória caia para o teu lado. Quem quer que ganhe, vou falar com a minha equipa, refrescar a minha mente e veremos.

DIFICULDADES FRENTE A ZHENG

Estava bastante negativa e não comecei bem o primeiro set, por isso diria que fui até ao camarote e simplesmente deixei sair as emoções, contando-lhes tudo o que tinha na cabeça. O meu treinador manteve-me concentrada e tentou recordar-me aquilo de que tínhamos falado antes do jogo, aquilo que tinha de fazer. No primeiro set, houve alguns momentos em que estive passiva e não tive energia suficiente. No segundo set, dei um passo em frente e joguei de forma um pouco mais agressiva nos momentos importantes. Nos treinos tinha-me sentido bem, mas quando começámos a jogar não senti a bola tão bem como no meu último jogo. Estava a ter dificuldade em encontrar o ponto de contacto. Havia o sol e as sombras e, por vezes, reagia demasiado tarde à bola, especialmente no resto. São muitas pequenas coisas. Na tua cabeça, em vez de te concentrares naquilo que tens de fazer a seguir, ficas focada nesses detalhes e eles não te deixam jogar livremente.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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