Rune afirma: «Quero ser lembrado como o primeiro dinamarquês a vencer todos os Grand Slams»

Por Tomás Almeida - May 2, 2026
Rune

O ex-top 10 mundial Holger Rune (atual 39.º) está prestes a fazer uma das recuperações mais impressionantes deste século. O tenista dinamarquês de 23 anos, que fez uma rotura total do tendão de aquiles no passado mês de outubro, aparece com o seu nome inscrito no ATP 500 de Hamburgo, prova que arranca daqui a sensivelmente duas semanas, e isso pode também significar a presença em… Roland-Garros, segundo Major da temporada.

Numa extensa entrevista concedida ao The Free Press Journal, Rune, que logrou uma trajetória assinalável no circuito júnior e se apresentou com um dos jovens mais promissores da sua geração, relembrou os primeiros tempos após a lesão, as principais dificuldades na fase inicial da recuperação e partilhou ainda alguns objetivos para o futuro, revelando no discurso uma ambição muito grande e um desejo desmedido de atingir a elite.

DESEJO DE FAZER HISTÓRIA PELO PAÍS

Na Dinamarca, eu esperava revitalizar o ténis masculino, que estava perdendo popularidade em comparação com o futebol e o handebol. Acho que já consegui isso, aumentando o interesse pelo desporto. Estão a aparecer mais miúdos agora, o que é fantástico. Olhando para o futuro, espero proporcionar às pessoas uma ótima experiência. Não é fácil de explicar, mas o cenário ideal seria que todos os espectadores sentissem as mesmas emoções que eu, como se estivéssemos a vivenciar essa aventura juntos. A única coisa original no ténis é a personalidade, o que trazemos para o court e a emoção que partilhamos com quem nos assiste. Então, além de ser lembrado como o primeiro dinamarquês a vencer todos os Grand Slams, isso está na minha lista de desejos. É a nossa entrega em court que faz unir as pessoas que nos vêem.

RECORDAÇÕES DA TRÁGICA LESÃO

Você não imagina o que é se ver repentinamente incapaz de andar. Em dezembro, eu não conseguia andar. Não conseguia apoiar o peso na perna de jeito nenhum. O aspeto físico é uma coisa, mas ver a sua vida inteira desaparecer de repente é outra, e eu amo a minha vida. Não é algo que eu desejaria nem para o pior inimigo. Lesões destas são terríveis. Não há muito mais a dizer. Tenho certeza de que aprendi muito e senti muito a falta do ténis. É muito simples: eu amo o ténis e amo competir. 

GERAÇÃO DO BIG THREE

No início, eu torcia pelo Nadal, depois fui pelo Federer e, por fim, para o Djokovic. Esses três jogadores continuam a ser uma grande fonte de inspiração para mim. Costumo assistir aos jogos deles e ainda me impressiono. Eles são tão diferentes uns dos outros. Dá para aprender muito com cada um deles.

O RÓTULO DE “BAD BOY”

Muitas vezes não entendo o facto de as pessoas se surpreenderem com o quão relaxado eu sou. É como se elas pensassem que estou sempre a dar o meu melhor. Normalmente, dou tudo de mim quando jogo uma partida ou treino. Fora do court, no entanto, sou muito calmo e equilibrado.

Leia também:

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.