Roddick tem solução para o caos dos horários no US Open, mas Querrey rejeita-a: «Não se pode fazer isso»

Por José Morgado - September 12, 2026
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O problema dos encontros que terminam de madrugada voltou a estar em destaque no US Open, e dois antigos tenistas norte-americanos têm opiniões bem diferentes sobre a forma de o resolver. Andy Roddick apresentou uma solução concreta, mas Sam Querrey rejeitou-a de forma categórica.

O encontro entre Carlos Alcaraz e Ben Shelton, que terminou às 3h34 da madrugada, tornou-se o mais tardio da história do torneio. O horário voltou a levantar questões sobre a programação e sobre o impacto que estas sessões têm nos jogadores e nos espectadores.

No seu podcast, Querrey admitiu não ter uma resposta definitiva para o problema. “Toda a gente se queixa sem parar. Mas ninguém tem uma solução, certo? Só se queixam. Realmente não sei o que as pessoas querem. Não há uma solução perfeita para isto.”

O antigo tenista sugeriu que os encontros pudessem começar mais cedo ou que houvesse apenas um jogo numa determinada sessão, mas reconheceu as dificuldades. “Concordo, talvez os jogos possam começar às seis da tarde. Talvez se possa agendar apenas um encontro, mas nunca haverá uma solução perfeita.”

Roddick, por outro lado, apresentou uma proposta específica: retirar alguns quartos de final da Arthur Ashe e distribuí-los pela Louis Armstrong, à semelhança do que acontece em Wimbledon. “Tecnicamente, tens de jogar todos os quartos de final na Arthur Ashe? A resposta é não. Joguei várias meias-finais no Court One em Wimbledon.” Para Roddick, colocar Frances Tiafoe e Alex Michelsen na Louis Armstrong permitiria evitar atrasos significativos na sessão noturna.

Querrey, contudo, discordou. “Não, isso não pode ser feito. As pessoas estão a pagar imenso dinheiro por estes lugares. Não se pode fazer isso.” E deixou um desafio: quem critica os horários deve também apresentar uma solução.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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