Rocha sobre o top 100: «É mais uma meta. Quero atingir outros patamares»
Henrique Rocha foi derrotado de forma clara esta sexta-feira nos quartos de final do Lisboa Belém Open, prova ATP Challenger 100, num dia onde garantiu a estreia no top 100 mundial e se tornou o nono tenista português da história a alcançar este assinalável feito (será o 100.º classificado da hierarquia, na pior das hipóteses, na próxima segunda-feira).
Após mais uma derrota contra Elmer Moller — foi a terceira vez que defrontou o dinamarquês e continua sem conhecer o sabor da vitória -, o portuense deslocou-se até à sala de conferências de imprensa no Club Internacional de Foot-Ball para falar com os jornalistas presentes e, como é natural, o foco da conversa acabou por ser a entrada no top 100, sobre a qual ofereceu uma perspetiva muito pessoal.
ANÁLISE AO ENCONTRO
Acho que hoje faltaram algumas coisas. É um adversário que me deixa super desconfortável, mas acho que acima de tudo faltou um bocadinho mais de energia da minha parte, um bocadinho mais de intensidade. Acabei por ficar ali um bocadinho em baixo e não consegui reagir como gostaria. Tive as minhas oportunidades. Não as aproveitei. Se calhar se tivesse aproveitado um bocadinho melhor poderia acabar com um resultado diferente. Mas ainda assim senti que não fiz o necessário para ganhar o encontro e para passar para a frente e para estar um passo acima do Elmer, mas também por mérito dele porque de facto deixou-me desconfortável o jogo todo. Não mereci tanto como ele porque ele de facto teve um melhor nível que eu.
ESTREIA NO TOP 100 MUNDIAL
O Top 100 é mais uma meta que poderei alcançar ao longo da carreira e acho que hoje não fiz tudo para ser 99º ou 98º e acho que é isso que nos alimenta como jogadores e é nisso que me quero focar. Sinto-me a jogar há já algum tempo com nível top 100 ou um bocadinho melhor do que top 100. Quero trabalhar para me manter dentro desta elite do que, provavelmente, só para entrar uma vez no Top 100 e não voltar a estar lá no alto, o que significa muito. Quero mesmo atingir mais coisas e quero continuar a melhorar o meu nível. Esta é mais uma meta importante e é bom reconhecer estas pequenas etapas, mas é mais uma e a vida continua. Isto deixa-me, de certa forma, feliz, mas há mais coisas que me deixam feliz na vida do que o top 100.
PLANOS PARA O ÚLTIMO MES DA TEMPORADA
Vou jogar três semanas na América do Sul, em Costa do Sauípe, em Lima e em Montevideo. A Ásia acaba por ser um sítio mais distante, não só em termos de viagem. É uma língua completamente diferente, são costumes completamente diferentes, tradições e comida. Este ano já tive muitas viagens, foi um ano com muitas viagens, por isso quisemos ir para um sítio um bocadinho mais familiar.
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