Quem será o novo jogador de Juan Carlos Ferrero? Eis as principais hipóteses

Por José Morgado - September 16, 2026
Ferrero

Juan Carlos Ferrero está de volta ao circuito. O espanhol, antigo número 1 do mundo e ex-treinador de Carlos Alcaraz, revelou que está a preparar o regresso ao circuito, embora ainda não possa revelar com quem irá trabalhar. Depois de sete anos ao lado de Alcaraz, numa parceria que produziu seis títulos do Grand Slam, Ferrero prepara-se agora para iniciar um novo projeto.

Mas quem poderá ser o escolhido? Há vários nomes que fazem sentido e, nos últimos dias, começaram a surgir diferentes possibilidades.

Jannik Sinner

É provavelmente a hipótese mais mediática. O número 1 do mundo é o principal rival de Alcaraz nos últimos anos e Ferrero já abriu publicamente a porta a uma eventual colaboração. O espanhol admitiu em junho que, depois de inicialmente não se sentir preparado para treinar Sinner devido à recente separação de Alcaraz, a sua posição mudou e chegou mesmo a dizer (várias vezes) que seria maravilhoso trabalhar com o italiano.

A possibilidade ganha ainda mais interesse devido à saída anunciada de Darren Cahill da equipa de Sinner no final da temporada, deixando espaço para uma nova figura ao lado de Simone Vagnozzi.

Rafael Jódar

A opção de futuro. Aos 19 anos, o espanhol é uma das grandes sensações da nova geração e já conseguiu entrar no grupo dos melhores do mundo. A sua juventude faz desta uma hipótese particularmente interessante para Ferrero, que construiu grande parte da sua reputação precisamente através do desenvolvimento de Alcaraz desde muito jovem.

Jódar ainda está no início da carreira e uma figura com a experiência de Ferrero poderia assumir um papel importante no seu crescimento e na adaptação definitiva ao circuito. Para o espanhol, seria também uma oportunidade de trabalhar com um compatriota que conhece profundamente o caminho para chegar ao topo.

Holger Rune

O dinamarquês representa outro projeto de recuperação e reconstrução. Rune já esteve no top 10 e mostrou capacidade para competir e vencer os melhores, mas a sua carreira sofreu um forte abalo devido aos problemas físicos e à longa paragem provocada pela rotura do tendão de Aquiles.

Com o regresso à competição no horizonte e a ambição de recuperar o estatuto que já teve, Rune poderia procurar uma figura capaz de o ajudar a reorganizar o seu projeto desportivo. Ferrero, pela experiência acumulada com jogadores jovens e pela própria passagem pelo circuito como antigo número 1, encaixa nesse perfil.

Félix Auger-Aliassime

O canadiano é outra possibilidade a ter em conta. Já estabelecido no top 10 e com experiência ao mais alto nível, Auger-Aliassime continua à procura daquele salto definitivo nos Grand Slams que o coloque regularmente na luta pelos maiores títulos.

Ferrero tem precisamente experiência em transformar talento de elite em resultados nos grandes palcos. Uma eventual parceria poderia oferecer ao canadiano uma nova perspetiva para tentar aproximar-se de Sinner, Alcaraz e dos restantes jogadores que atualmente dominam a parte cimeira do circuito.

Daniil Medvedev

O russo é uma hipótese particularmente interessante até porque tal como Auger-Aliassime está à procura de treinador. Antigo número 1 do mundo e campeão do US Open em 2021, Medvedev disputou cinco finais de Grand Slam, mas procura recuperar a consistência que o levou ao topo do ranking.

A experiência de Ferrero poderia encaixar num projeto de reconstrução de um jogador que já conhece o sucesso ao mais alto nível, mas que atravessa uma fase menos positiva. O espanhol teria pela frente o desafio de devolver confiança e competitividade a Medvedev, sem alterar as características que fizeram dele um dos jogadores mais difíceis de enfrentar no circuito.

E uma estrela do circuito feminino?

Há ainda uma possibilidade mais surpreendente. O jornalista norte-americano Ben Rothenberg revelou que os próximos dias trarão uma ‘bomba’ no circuito feminino. Seria uma mudança significativa para o espanhol, mas não uma ideia completamente estranha ao seu percurso. Ferrero tem uma longa experiência no desenvolvimento de jogadores e a sua academia já recebeu algumas das principais figuras do ténis feminino ao longo dos anos.

A identidade dessa eventual jogadora é, por enquanto, impossível de confirmar. Mas a possibilidade acrescenta ainda mais mistério a uma decisão que promete ser uma das mais interessantes do mercado de treinadores para 2027.

Ferrero já confirmou o essencial: vai voltar. Falta agora descobrir quem estará do outro lado da rede.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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