Presidente Sérvio magoado com Djokovic: «Não mudarei as minhas convicções»
O arranque de 2026 trouxe alegrias desportivas a finalista do mais recente Australian Open, mas fora dos courts o cenário é bem mais turbulento. Desde o final de 2025, o sérvio mudou-se para Atenas, na Grécia, na sequência das profundas divergências políticas com o Presidente da Sérvia,Aleksandar Vucic.
O conflito remonta a dezembro de 2024, quando Djokovic apoiou publicamente os protestos estudantis contra o Governo, desencadeados pela queda da cobertura de uma estação ferroviária que vitimou 16 pessoas e gerou manifestações em centenas de localidades. A partir daí, o antigo número um mundial tornou-se alvo de críticas ferozes e de uma alegada campanha de descrédito.
Durante o torneio em Melbourne, Vucic elogiou o tenista em declarações à TV Pink, apesar das divergências. “Apoio de todo o coração Djokovic e todos os que vestem a bandeira tricolor sérvia. Frente a Sinner demonstrou algo incrível. É o maior desta era num desporto exigente. Representa o país com dignidade”, afirmou.
Contudo, o chefe de Estado foi inflexível quanto às diferenças políticas. “Disse-lhe o que pensava, e hoje diria de forma ainda mais dura. Não mudarei as minhas convicções sob a influência de nenhuma estrela do desporto ou do entretenimento”, atirou, revelando uma conversa privada entre ambos que terminou sem entendimento.
Próximo de completar 39 anos, Djokovic mantém-se firme. Fontes próximas garantem que se sentiu “injustiçado e traído” pelo próprio país. Em Atenas, tem encontrado tranquilidade e reconhecimento. O regresso à Sérvia não está excluído, mas, para já, as posições parecem irreconciliáveis e o drama político continua a ensombrar a carreira do maior campeão sérvio.
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