Presidente do clube de fãs de Djokovic ia vê-lo pela 1.ª vez em Indian Wells, mas está retida nos EUA há dois meses

Por José Morgado - Abril 20, 2020
djokovic-fan

Todos os dias vamos lendo histórias incríveis relacionadas com o coronavírus, mas aquela que nos chega contada por jornal argentino ‘La Nácion’ é uma das mais impressionantes a ter ligação ao ténis. Silvina Funes, a presidente do Clube de Fãs de Novak Djokovic na Argentina, com 200 mil seguidores nas redes sociais, andou pela primeira vez de avião no final de fevereiro para viajar de Buenos Aires até à Califórnia, para se estrear a ver o seu ídolo ao vivo, mas não só não conseguiu fazê-lo, com ainda está retida nos Estados Unidos. Vive da caridade de uma amiga sérvia que a recebeu na sua casa, em Los Angeles, sobram-lhe apenas 100 dólares e perdeu o seu emprego.

“Ninguém me ajuda. Nem na embaixada, nem o governo argentino, nada. Sobrevivo às custas da minha amiga aqui em Los Angeles, que tem sido o meu anjo da guarda. Não quero dinheiro, quero apenas voltar para o meu país, para a minha casa. O governo do meu país fechou as fronteiras na totalidade e diz-nos que somos um perigo. Não sei quanto tempo mais a minha amiga vai aguentar-me em casa dela”, contou Silvina, que dava aulas de inglês num colégio privado em Buenos Aires e ficou sem emprego ao não regressar a 25 de março, a data prevista.

https:\/\/bolamarela.pt//bolamarela.pt//www.instagram.com/p/B_Jfm8YDzy-/

Com 31 anos, a professora assegura ter feito sacrifícios durante anos para ver jogar o seu ídolo e ficou arrasada quando tal não aconteceu. Silvina continua a atualizar as páginas de apoio de Djokovic, numa dedicação incrível ao sérvio, que não lhe respondeu a nenhuma das suas mensagens depois do sucedido. “É perfeitamente normal. Ele deve receber milhares”.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 13 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: josemorgado@bolamarela.pt