Paul rendido a Alcaraz: «É impressionante estar tanto tempo parado e voltar assim»

Por José Morgado - September 7, 2026
Alcaraz-Paul

Tommy Paul não escondeu a frustração depois da derrota frente a Carlos Alcaraz nos oitavos de final do US Open, mas a conferência de imprensa do norte-americano acabou por ser sobretudo uma enorme demonstração de respeito pelo espanhol. Apesar de já ter derrotado Alcaraz por duas vezes no passado, Paul reconheceu que o atual nível do número dois mundial é simplesmente diferente.

“A sensação é que simplesmente me superou, que estava a jogar a um nível diferente do meu. Acho que houve muitas coisas que poderia ter feito melhor, mas também poderia ter feito muitas coisas muito melhor e, ainda assim, ter perdido aquele encontro”, admitiu.

Alcaraz venceu por 6-4, 6-3 e 6-4, num encontro em que Paul sentiu enormes dificuldades para encontrar uma resposta à intensidade do espanhol, sobretudo nos momentos em que conseguia transformar uma situação neutral numa oportunidade de ataque. “Hoje, para poder competir e jogar bem contra Carlos, precisava de bater muito melhor o meu revés cruzado. Ele encontrava a direita praticamente depois de cada revés cruzado que eu jogava e tinha a sensação de que passava ao ataque muito mais rapidamente”, explicou.

O norte-americano considera que essa é uma das principais evoluções de Alcaraz desde os primeiros anos da sua carreira. Antes, era possível utilizar um slice cruzado para o manter no backhand. Agora, o espanhol desloca-se para a direita e transforma a bola defensiva numa arma ofensiva. “Se não fizeres isso perfeitamente, ele vai encontrar uma direita e vai pôr-te a correr. Acho que essa é uma das grandes diferenças”, afirmou.

Alcaraz arrasa Paul rumo aos ‘quartos’ do US Open pela quinta vez

Paul destacou ainda a evolução do resto e do segundo serviço do espanhol, considerando que Alcaraz está atualmente mais completo. “Também acho que o resto e o segundo serviço melhoraram imenso nos últimos dois anos. Varia muito mais o segundo serviço e torna muito mais difícil atacá-lo. Sinceramente, melhorou praticamente todos os aspetos do seu jogo”, elogiou.

E houve ainda espaço para surpresa perante a capacidade de Alcaraz regressar após uma longa paragem devido a lesão e apresentar imediatamente este nível. “É impressionante estar tanto tempo parado, regressar e jogar tão bem como ele está a jogar. Eu não conseguiria fazê-lo”, concluiu.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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