Passaporte perdido, várias viagens e caos total: Medvedev explica como conseguiu deixar o Dubai
Daniil Medvedev viveu uma autêntica odisseia para conseguir deixar o Dubai para rumar a Indian Wells devido ao atual conflito entre os Estados Unidos e o Irão, que está a provocar o caos absoluto no Médio Oriente.
A participação do russo no primeiro Masters 1000 do ano até chegou a estar em causa, no entanto, a sua presença só ficou garantida a tempo graças a uma operação de logística tremenda: Medvedev foi do Dubai a Omã de carro, depois apanhou um voo para Istambul e só aí é que conseguiu ter outro avião para Los Angeles.
Em conferência de imprensa, Medvedev explicou tudo sobre aquilo que considera ter contornes de um filme de Hollywood. Comecemos então com a viagem de carro do Dubai para Omã.
“A viagem pode demorar cerca de quatro horas e meia se tiveres sorte, embora normalmente sejam cerca de seis. A alguns leva nove”. Só que houve um problema: o condutor do carro não encontrava o passaporte e, por isso, já depois de passarem a fronteira… tiveram de voltar para trás. “Acho que fomos os únicos que atravessámos a fronteira, demos a volta e regressámos aos Emirados”, admitiu.
Medvedev lá conseguiu chegar a Omã e, a partir daí, teve companhia extra para apanhar o voo para Istambul: Andrey Rublev e Karen Khachanov.
“Estás constantemente ao telemóvel a ver voos e quartos de hotel, a atualizar a página vezes sem conta… até que finalmente encontramos alguma coisa. Jogámos às cartas no avião e coisas assim. Provavelmente é mais fácil passar por algo assim com amigos do que sozinho. No final é fisicamente duro, porque os voos longos não são fáceis”, contou.
Certo é que o moscovita não tem dúvidas: viveu uma aventura digna de Hollywood. “Se contares tudo com todos os detalhes, parece algo ainda mais extraordinário. Sentes-te como se estivesses num filme de Hollywood: a atravessar fronteiras com outras pessoas”.
Agora é tempo de recuperar, mas Medvedev reconhece que só se passar a sua ronda inaugural no sábado é que poderá ficar a 100%. “Agora estou muito cansado, foram quase dois dias entre carro e avião. Já tive casos piores quando jogava Challengers ou Futures. Às vezes, na sexta-feira estavas num sítio e, se entrasses no quadro à noite, tinhas de voar no sábado de manhã para jogar nesse mesmo dia”, concluiu.
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