Noskova após perder com Sabalenka: «Só me apetece ficar bêbeda»

Por José Morgado - September 9, 2026
Noskova

Linda Noskova ficou a um pequeno passo de protagonizar uma das maiores vitórias da sua carreira, mas saiu do US Open com razões para estar orgulhosa. A campeã de Wimbledon chegou a liderar Aryna Sabalenka por 4-2 no terceiro set e teve oportunidades no tie-break decisivo, acabando derrotada pela número um mundial por 7-6(1), 3-6 e 7-6(7).

A checa reconheceu que poderia ter feito melhor nos momentos decisivos, mas também destacou a qualidade da adversária. “Poderia ter feito muitas coisas de forma diferente. Estar com um break de vantagem no terceiro set não é fácil. E ter uma pequena vantagem no início do tie-break também é frustrante. Acho que poderia ter tomado decisões diferentes nesses momentos-chave. Mas, ao mesmo tempo, a Aryna jogou o melhor ténis que podia nesses momentos.”

Depois de um verão extraordinário, coroado com o título em Wimbledon, Noskova admitiu ter recuperado a motivação e acredita que esta derrota também pode servir de combustível. “Definitivamente sinto que recuperei a minha motivação. Uma derrota destas é boa para a motivação, apesar de a derrota em si não ser positiva. Tenho de retirar alguns aspectos positivos de tudo isto.”

Aos 21 anos, a checa sente que está cada vez mais próxima de se afirmar entre a elite. “Especialmente depois de jogos como este, quando estás tão perto de chegar a outra meia-final de Grand Slam ou de derrotar a melhor jogadora do mundo, eles lembram-te onde estás e o nível que tens.”

E agora? “Vou ficar mais uns dias em Nova Iorque e beber bastante. Preciso de ficar bêbeda. Felizmente já tenho idade para isso”, disse entre gargalhadas.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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