Nishikori despede-se do US Open: «É preocupante não haver asiáticos no top 20 ou 30 depois de mim»

Por José Morgado - August 29, 2026
nishikori

Kei Nishikori disputou esta sexta-feira o seu último encontro no US Open, ao perder com o compatriota Rei Sakamoto por 6-4 e 7-6(3), na terceira ronda do qualifying. Apesar da derrota, o antigo número quatro mundial garantiu que entrou em campo sem pressão e satisfeito por defrontar um jogador que conhece há vários anos.

“Tenho a certeza de que ele tinha mais pressão do que eu. Eu não tinha qualquer pressão antes do encontro. Estava muito entusiasmado por jogar contra o Rei. Conheço-o há muito tempo e treinámos muitas vezes juntos na IMG.”

Nishikori não poupou elogios ao jovem compatriota, que considera ter sido superior durante a partida. “Ele jogou muito bem, muito rápido, com um bom serviço. Não me deixou jogar e não me deu um bom ritmo. Por isso, não consegui jogar o meu melhor hoje.”

O japonês reconheceu ainda a particularidade de enfrentar Sakamoto numa fase tão importante da sua própria carreira. “Sei que ele não quer perder comigo agora”, disse Nishikori, sorrindo. “No passado, talvez quisesse. Mas sei que ele não quer perder e que tem jogado muito bem.”

A despedida acontece 12 anos depois de Nishikori ter chegado à final do US Open, tornando-se no primeiro asiático a disputar uma final de singulares masculinos de um Grand Slam. Em 2015, alcançou o quarto lugar do ranking ATP. O tenista de 36 anos vai retirar-se ainda esta temporada, mas não descarta continuar ligado ao ténis. “Espero poder ajudar, sobretudo o ténis japonês ou asiático. É um pouco triste não haver jogadores asiáticos no top 20 ou top 30 depois de mim. Isso preocupa-me um pouco.”

Ainda assim, Nishikori acredita que há uma nova geração capaz de chegar ao topo. “Vemos Jason Yibing Wu e Jerry Shang. Há muitos jogadores chineses que podem chegar ao top 20, espero que até ao top 10. E o Rei também pode ser um grande jogador.”

Quanto ao futuro, o japonês prefere não precipitar decisões. “Espero poder ajudar de alguma forma. Não agora, mas talvez no futuro.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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