Nishikori admite estar só 50% feliz com a sua carreira e explica porquê
Kei Nishikori regressou ao circuito mundial quase um ano depois com uma brilhante vitória no ATP 500 de Washington, naquele que é o início da sua tour de despedida.
O japonês vai defrontar na próxima madrugada Rafa Jodar, naquele que será um excelente teste para perceber o seu atual nível, em especial, físico mas, antes disso, o antigo top 5 mundial aproveitou para olhar para a sua carreira, reconhecendo estar satisfeito… mas não totalmente.
ANÁLISE DA SUA CARREIRA
Há muitas coisas que me passam pela cabeça. Claro que estou feliz com a minha carreira, mas, ao mesmo tempo, não tenho um grande resultado, como conquistar um torneio do Grand Slam. Também não tenho qualquer título de Masters 1000, por isso sinto que isso é algo que me falta. Estou 50% feliz e 50% não feliz.
LESÕES FORAM ENORME ENTRAVE
Com a minha altura e sem ter um físico particularmente forte, sofri muitas lesões e passei por momentos muito difíceis. Falhei, não sei, três ou quatro dos 20 anos que durou a minha carreira. Por isso, tenho de estar satisfeito com aquilo que consegui, sobretudo por ter conquistado muitos títulos, por ter chegado a uma final de um Grand Slam, por ter alcançado muitos dos meus objetivos e por ter estado no top 10. Tenho de estar satisfeito, embora tenha havido algumas metas que não consegui atingir.
REGRESSO AO CIRCUITO EM WASHINGTON
Ganhar um jogo sabe sempre bem, independentemente da situação. Sobretudo em momentos importantes, em jogos importantes e em grandes torneios. Não foi fácil. Consegui fazer um bom jogo, mas ainda não estou no meu melhor nível. Vou precisar de mais tempo para recuperar o meu melhor ténis. Em termos físicos, continuo a sentir-me bem, e isso é um bom sinal.
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